Planaltina
Idosa espancada por hóspede embriagada sofre com sequelas
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Uma idosa de 68 anos, proprietária de uma pousada em Planaltina, no Distrito Federal, vive dias de dor e apreensão após ser brutalmente agredida por uma hóspede no último domingo (5). O ataque, registrado por câmeras de segurança, ocorreu após a agressora entrar em um aparente “ataque de fúria” motivado pelo consumo excessivo de álcool.
As imagens do circuito interno mostram o momento em que a hóspede, identificada como Maria Luiza Lemos Azevedo, começa a depredar o imóvel, arrancando plantas e danificando objetos. Ao ouvir o barulho e tentar intervir para pedir o fim do “escândalo”, a dona do estabelecimento foi confrontada pela mulher, que apresentava sinais claros de embriaguez.
De acordo com o advogado da vítima, Jairo Zelaya, a idosa foi empurrada com violência, caindo de costas e batendo a cabeça diretamente no chão. Além da queda, a proprietária teria recebido socos no rosto, o que resultou em ferimentos graves na região da boca e a necessidade urgente de um tratamento odontológico especializado.
Relatos colhidos pela polícia indicam que, durante a agressão, a vítima foi alvo de xingamentos etaristas, sendo chamada de “velha desgraçada”, além de sofrer ameaças de morte. O trauma físico é acompanhado pelo abalo psicológico de ter sido atacada dentro de sua própria propriedade por alguém que recebia como cliente.
O casal responsável pela confusão havia alugado um apartamento na pousada por um período de um mês, mas estava no local há apenas uma semana. Segundo a defesa da vítima, a confusão teria começado após uma discussão banal entre Maria Luiza e sua namorada, que culminou na destruição do patrimônio alheio.
A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que ouviram a gritaria e o quebra-quebra. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram um cenário de destruição, com portas danificadas, estilhaços de vidro espalhados pelo pátio e diversos vestígios de sangue, evidenciando a gravidade do episódio ocorrido momentos antes.
No momento da abordagem, a agressora foi localizada nua e em estado de extrema alteração. Os policiais precisaram orientá-la a se vestir antes de conduzi-la à delegacia. A ocorrência foi registrada na 16ª DP (Planaltina) como lesão corporal, dano e injúria qualificada, com o respaldo da Lei Maria da Penha.
Apesar da prisão em flagrante, Maria Luiza Azevedo passou por audiência de custódia e recebeu o benefício da liberdade provisória concedida pela Justiça, sem a necessidade de pagamento de fiança. A decisão causou indignação, embora tenham sido impostas medidas restritivas para garantir a segurança da vítima.
Entre as restrições determinadas, a agressora está proibida de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a idosa, além de não poder retornar à pousada. Ela também deve comparecer a todos os atos do processo, informar qualquer mudança de endereço e está proibida de se ausentar do DF por mais de 30 dias.
Enquanto o processo judicial segue seu curso, a idosa de 68 anos permanece sob cuidados médicos, sentindo fortes dores decorrentes das agressões. Ela aguarda a realização de exames complementares para avaliar a extensão dos danos internos causados pela queda e planeja o início da reconstrução dentária.
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