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Todas as formas

Geometrias do Amor

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Te escrevo em todas as formas,
como quem desenha constelações no papel.
No avesso do tempo, no sopro do vento,
sou verso que se dobra em tua direção.

És lua que se debruça sobre meu céu,
és mar que invade minhas margens.
E eu, navegante sem bússola,
me perco nas manias que só tu revelas.

Somos nós, envolvidos em lençol invisível,
tecendo melodias que a vida compõe.
Cada gesto é música, cada olhar é poema,
cada silêncio é sinfonia que nos une.

Te exponho em todos os versos,
nas frutas que amadurecem,
nos sussurros que ecoam,
nos verbos que se conjugam em nós.

És alma boa, meu suspiro total,
meu delírio, minha necessidade,
minha verdade lapidada,
meu corpo que se completa no teu.

E quando a saudade insiste em me provar,
descubro que és a forma perfeita,
a geometria do amor,
o desenho eterno que não se desfaz.

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