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Tempo de temporal

Previsão de chuvas fortes continua nas capitais e Zona da Mata nordestinas

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Autor/Imagem:
Acssa Maria - Foto Divulgação

A semana segue marcada por instabilidade climática em grande parte do Nordeste brasileiro. Órgãos meteorológicos e equipes da Defesa Civil mantêm alertas para chuvas fortes, alagamentos e risco de deslizamentos em áreas urbanas e encostas, principalmente no litoral e na Zona da Mata.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os maiores acumulados devem atingir áreas costeiras de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Maranhão. Em alguns pontos, os volumes podem ultrapassar 100 milímetros ao longo da semana

Meteorologistas apontam que o cenário é provocado principalmente pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), fenômeno que favorece a formação de nuvens carregadas sobre o Norte e o Nordeste do país. Além disso, ventos úmidos vindos do oceano e temperaturas elevadas do Atlântico reforçam as áreas de instabilidade.

As capitais mais afetadas devem ser Recife, João Pessoa, Fortaleza e São Luís, onde o solo já se encontra encharcado após semanas consecutivas de chuva acima da média histórica. Em Recife e na Região Metropolitana, há preocupação com deslizamentos de barreiras e transbordamento de canais.

De acordo com dados recentes do Cemaden e da Climatempo, bairros da Grande Recife e cidades vizinhas registraram acumulados extremamente elevados desde abril, aumentando o risco de ocorrências graves mesmo com chuvas moderadas.

A Defesa Civil recomenda que moradores de áreas vulneráveis evitem sair durante temporais, acompanhem alertas oficiais e procurem locais seguros em caso de sinais de deslizamento, como rachaduras em muros, inclinação de árvores e estalos em estruturas. Em situações de emergência, os contatos são Defesa Civil (199) e Corpo de Bombeiros (193).

Especialistas alertam que os eventos extremos vêm se tornando mais frequentes no Nordeste, exigindo investimentos em drenagem urbana, habitação segura e monitoramento climático. Enquanto isso, a população segue convivendo com o medo causado pelas fortes chuvas e pelos impactos sociais provocados pelos temporais.

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