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Dr. Leo

Conheça o elegante gato abissínio e seus mistérios

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Autor/Imagem:
Leonardo Bernar - Foto Francisco Filipino

O universo dos felinos domésticos abriga raças fascinantes, mas poucas carregam tanta história e elegância quanto o gato abissínio. Esse animal de porte atlético e olhar expressivo chama a atenção por onde passa. Ele combina a beleza de um animal selvagem com a doçura de um companheiro de quatro patas ideal para a vida em família.

A história dessa raça é envolta em mistérios que atravessam séculos e continentes antigos. O seu nome oficial provém da Abissínia, região que hoje conhecemos como a Etiópia. Inicialmente, acreditava-se que o império africano era o berço definitivo desses felinos, teoria que acabou batizando a raça no mundo inteiro.

No entanto, estudos científicos e históricos mais recentes mudaram o rumo dessa narrativa milenar. As pesquisas apontam que as verdadeiras origens desses felinos estão na costa do Egito. Além disso, a lenda diz que esses animais nasceram bem nas margens do famoso Rio Nilo.

Existe até uma famosa narrativa histórica que envolve a realeza do Egito Antigo. Conta-se que o faraó Ramessés II teria pedido um grupo de gatos ao rei da Abissínia. O governante levou os felinos para terras egípcias, onde ganharam enorme destaque pela semelhança com o gato Sagrado.

A jornada do abissínio rumo ao ocidente começou oficialmente no século XIX, após conflitos militares. O primeiro exemplar documentado foi levado da Etiópia para a Grã-Bretanha no ano de 1868. Esse felino pioneiro recebeu o nome de Zula e mudou a história da raça.

Zula ganhou fama ao ser exposto no famoso Crystal Palace de Londres, em 1871. Pouco tempo depois, em 1874, a raça virou tema de estudos científicos profundos conduzidos por G. Stables. A oficialização da raça na Inglaterra ocorreu em 1882, após cruzamentos com gatos da raça British Shorthair.

Apesar do sucesso inicial e do reconhecimento americano em 1926, a raça enfrentou sérios riscos de extinção. O abissínio quase desapareceu do mapa devido às duas Guerras Mundiais e uma grave epidemia de leucemia felina entre 1960 e 1970. Felizmente, criadores dedicados conseguiram salvar esses animais, tornando-os muito populares hoje.

Visualmente, o abissínio é conhecido no mundo inteiro pelo apelido carinhoso de “puma em miniatura”. O apelido faz todo sentido quando observamos seu corpo esguio, musculoso e de tamanho médio. O peso desses animais costuma variar de forma equilibrada entre 4 e 7,5 quilos.

A cabeça do abissínio ostenta orelhas grandes, largas na base e com pontas levemente arredondadas. Elas ficam sempre posicionadas em estado de alerta, demonstrando a atenção do felino. Algumas trazem tufos de pelos na ponta e uma mancha clara atrás, chamada de marca selvagem.

Os olhos são outra característica marcante, sendo grandes, brilhantes, expressivos e em formato amendoado. Eles são contornados por um traço fino e escuro, realçando a beleza do olhar. As cores permitidas para os olhos variam puramente entre o amarelo ouro, o verde e o âmbar.

A pelagem desse gato é densa e apresenta um efeito visual único chamado ticking. Isso significa que cada fio de pelo possui duas ou três faixas de cores alternadas. Entre as tonalidades reconhecidas estão o azul, sorrel, fawn, vermelho e o tradicional prateado.

Um detalhe curioso é que os filhotes nascem com os pelos bem mais escuros. A cor vai clareando gradualmente e o processo de transformação da pelagem é lento. O felino pode levar até dois anos inteiros para desenvolver a sua tonalidade de cor definitiva.

No quesito temperamento, o abissínio surpreende por ser ativo, extrovertido e dono de forte personalidade. Ele emite um miado muito baixo e discreto, que lembra o som de um pequeno sino. Embora seja independente e excelente caçador, é um felino extremamente apegado aos seus tutores.

Os amantes da raça costumam dizer que o comportamento dele lembra bastante o de um cachorro. Ele cria um vínculo de devoção exclusiva com seu dono e detesta a solidão prolongada. É um gato que exige atenção constante e adora seguir os humanos pela casa.

Por ser um atleta nato e cheio de energia, o abissínio precisa de estímulos diários. Recomenda-se a criação em casas com jardins bem cercados ou ambientes com enriquecimento ambiental. A manutenção de sua higiene é simples, necessitando apenas de uma boa escovação semanal.

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Instagram: @leoobernar

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