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Aposta de Ancelotti

Neymar na Copa mostra que futebol ainda consegue unir o Brasil

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@donairene13 - Foto Divulgação

Nesta segunda-feira, 18, o técnico da Seleção Brasileira de Futebol divulgou a aguardada lista de convocados para a Copa do Mundo. E, como já era esperado, toda a atenção estava voltada para um único nome: Neymar. Havia enorme expectativa sobre sua presença ou não na lista final. Muitos questionavam se o atacante realmente merecia a convocação pelo momento recente dentro de campo. Ainda assim, Carlo Ancelotti decidiu apostar no peso simbólico, técnico e emocional do jogador, atendendo também à pressão popular dos que queriam ver Neymar em mais uma Copa.

Mas talvez o aspecto mais interessante de tudo isso seja a capacidade quase mágica que o futebol ainda tem de suspender, mesmo que temporariamente, as divisões do país. Num Brasil marcado por polarizações intensas, poucas coisas conseguem produzir um sentimento coletivo tão forte quanto a Seleção em uma Copa do Mundo. Durante algumas semanas, diferenças ideológicas parecem perder espaço para a ansiedade antes dos jogos, os memes, os bolões e o velho ritual de vestir verde e amarelo para torcer pelo mesmo time. Se a política frequentemente divide, o futebol ainda consegue unir.

A prova disso apareceu até nas redes sociais e no meio político. André Janones e Nikolas Ferreira, dois parlamentares que representam campos políticos completamente opostos, comemoraram a convocação de Neymar. Em tempos de radicalização permanente, talvez exista algo de bonito nisso: a possibilidade de, ao menos durante a Copa, o país encontrar algum espaço de convivência simbólica em torno de uma paixão comum. Que o clima seja esse nas próximas semanas, menos ódio, menos disputa e mais celebração coletiva.

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