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Sem pareia

Reprovado até pelos pares, 01 não sabe como estancar a sangria

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Autor/Imagem:
Mathuzalém Júnior - Foto de Arquivo

Com base nos ensinamentos de pensadores de variadas correntes, digo, sem margem de erro para cima ou para baixo, que o sucesso não é final e o fracasso não é fatal. Depende de quem está na lida ou na batalha. Dizer que a vida não permite ensaios não chega a ser uma indireta para determinados políticos, muito menos para seus seguidores. É uma direta, considerando que, como a maioria deles não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve.

Sem filme, sem lenço, documento e, provavelmente, sem os milhões de eleitores que esperava, o candidato presidencial da extrema-direita vem andando em círculos e cada vez mais enroscado em sua própria corda.

A ideia de que o falido banqueiro Daniel Vorcaro em sua vida era algo parecido com o caviar (nunca tinha visto, só ouvido falar) desmoronou depois do vazamento do áudio tipo batom na cueca.

Depois disso, foram tantas e vindas que, agora, tudo indica que ele não vai mais a lugar algum. A expectativa dos estrelados do PL e das demais legendas conservadoras é no sentido de que o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro já foi longe demais. Para esses, 01 teria alcançado seus dois limites: o da caminhada presidencial e das mentiras sobre a relação com Vorcaro.

Em suas aparições públicas, o candidato que defende o retrocesso e o unilateralismo político parece caminhar com o inimigo dentro dele, exatamente como enxergava Friedrich Nietzsche, cuja filosofia é simplória quanto às dificuldades do mundo. Conforme Nietzsche, é fundamental que o ser humano em conflito cresça para não apenas vencer, mas para enfrentar aquilo que o habita por dentro, como medo, culpa, insegurança, ressentimento e necessidade de aprovação.

Reprovado até mesmo por seus pares, 01 não tem mais a alegria, alegria dos dias em que os índices eleitorais lhe soavam sonhadoramente favoráveis. Aparentemente, o candidato sangra sem saber como estancar a sangria. As eleições batem à porta dos quase 160 milhões de eleitores. Por enquanto, o postulante a ser batido em outubro nada de braçada, de barrigada e com relativa folga rumo à linha de chegada. Eleição resolvida?

Obviamente que não! Entretanto, diante da falta de respostas e da consequente fragilidade da candidatura conservadora, se o pleito fosse hoje, amanhã ou depois de amanhã, eu e milhões de brasileiros apostaríamos todas as fichas no dueto Luiz Inácio e nordestinos, dupla sinistra e para qual “não tem pareia”. Não teve em 2022 e provavelmente não terá em 2026.

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Mathuzalém Júnior é jornalista profissional desde 1978

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