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Pelo telefone

Divergência perde sentido confrontada com provas concretas

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Autor/Imagem:
Sonja Tavares - Foto de Arquivo/ABr

Apesar do otimismo da maioria dos simpatizantes da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entre eles muitos devedores da Justiça, o chefe de polícia, pelo telefone, manda me avisar que os votos do moço da extrema-direita começam a rarear. Também pelo telefone, o chefe policial pede para o candidato deixar as mágoas para trás e, se for capaz, esquecer a tristeza e parar com essa esquisitice do disse me disse.

De mulher para mulher, sugiro às colegas de brio e de memória saudável que se lembrem ao ex-nobre rapaz que ele pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade. Ou seja, diante de provas concretas e de verdades evidentes, opiniões divergentes perdem o sentido. Como o batom está impregnado na cueca de renda, mesmo longe do telefone, resumindo a ópera, a verdade do Banco Master é irrefutável.

Meu desesperado candidato à direita, contra fatos e dados não há argumentos. Vou além e afirmo que, em breve, o tempo abrirá os olhos limitados e as mentes obsoletas. Está escrito na Bíblia política que, contra fatos sólidos, nunca haverá espaço para a hipocrisia, tampouco parta argumentos líquidos. Dito isto, para o eleitor sério e preocupado com o futuro do país, pouco importa o que o cidadão do atraso vai dizer. Explicar o inexplicável é chover no molhado.

Considerando que o fato, por si só, já diz tudo, nem adianta buscar a retórica do contraditório por meio de seus insossos seguidores. Seus clichês fabricados antes, durante e depois da narrativa golpista não colam mais em ninguém com mais de 30 anos, mais de 30 cruzeiros, mais de 30 conselhos ou mais de 30 vestidos. Na minha maneira de pensar, a forma de o candidato pensar e divulgar as desculpas esfarrapadas sobre a ligação econômica e política com Daniel Vorcaro provavelmente mudou a maneira de pensar de centenas de milhares de eleitores.

Embora festivamente os votos anunciados por determinadas pesquisas estivessem nas alturas, efetivamente o fechamento não era do tamanho anunciado. O fato é que eles minguaram, a ponto de, no máximo, se espalharem de forma concreta pela plateia enlouquecidamente louca do filme Dark Horse. Os argumentos contra o candidato vão de A a Z. Para mim, basta o que diz que a eleição começa quando o eleitor compreende que a mentira não dura muito. A compreensão chegou e parece que a verdade engoliu de vez as mentiras inventadas para encobrir a verdadeira inverdade.

Como diria um velho jornalista, errar é humano. Burrice é ser apanhado no flagrante criado pelo próprio telefone do mentiroso. Inegável, o bate-papo telefônico para participar da divisão do dinheiro sujo sujou o terreno movediço do representante da extrema-direita. Ouvindo o conselho do chefe de polícia, desde que seja para melhor, não há mal em mudar de opinião. Portanto, vale informar aos que ainda não se convenceram das mentiras à direita que nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa.

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Sonja Tavares é Editora de Política de Notibras

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