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Ceilândia

Ministério Público exige investigação sobre PM que agrediu adolescente

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) requisitou formalmente a abertura de uma investigação para apurar a conduta de um policial militar. O agente é suspeito de agredir uma adolescente durante uma abordagem na região administrativa de Ceilândia.

O pedido de apuração foi encaminhado diretamente à Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A instituição estabeleceu um prazo rigoroso de cinco dias úteis para que a corporação informe quais providências preliminares foram adotadas sobre o caso.

O episódio ocorreu em frente ao Centro Educacional 06, localizado no setor P Sul, em Ceilândia. A ação violenta foi gravada em vídeo por testemunhas que estavam no local, e as imagens servem como base para a denúncia.

Nas gravações registradas, a jovem aparece pedindo a presença de uma policial feminina para revistá-la, procedimento que é considerado o padrão operacional para abordagem de mulheres. O policial ignora o pedido e a segura firmemente pelo colarinho do casaco.

A adolescente consegue se soltar do primeiro movimento, mas o militar volta a agarrá-la de forma agressiva. Segundo o relato do Ministério Público, o agente aplica um golpe físico e derruba a estudante violentamente no chão.

Mesmo após a queda da adolescente, a ação truculenta continua e ela é arrastada pelo chão. O policial a conduz à força para o interior de uma quadra esportiva, onde a abordagem prossegue longe dos olhos do público.

O Ministério Público destacou com preocupação o comportamento dos outros policiais militares que faziam parte da guarnição. Nenhum dos agentes que acompanhavam a ocorrência de perto interveio para conter os excessos cometidos pelo colega de farda.

Em nota oficial, a PMDF informou que o grupo presente desobedeceu ordens e desacatou a equipe com xingamentos. A corporação alega ainda que a jovem atingiu o olho de um policial com um celular antes de ser levada à Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II).

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