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CNH A e B

Exigência de exame toxicológico gera debate entre nordestinos

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Autor/Imagem:
Júlia Severo - Texto e Foto

Motoristas que desejam tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A e B agora também poderão precisar realizar exame toxicológico. A mudança ampliou uma exigência que antes era voltada apenas para condutores profissionais das categorias C, D e E. A nova medida tem gerado debates em vários estados do Nordeste, principalmente entre jovens que estão iniciando o processo para conseguir a habilitação.

Segundo especialistas em trânsito, o principal objetivo da exigência é aumentar a segurança nas ruas e rodovias, reduzindo acidentes causados pelo uso de substâncias ilícitas. O exame consegue identificar drogas consumidas até 90 dias antes da coleta, feita por meio de fios de cabelo, pelos ou unhas. Autoridades afirmam que a fiscalização pode ajudar na prevenção de acidentes e no incentivo à direção responsável.

No Nordeste, muitos candidatos à CNH reclamam do custo adicional do exame, que acaba tornando o processo de habilitação ainda mais caro. Em cidades do interior, outro problema enfrentado é a dificuldade para encontrar laboratórios credenciados, obrigando algumas pessoas a viajar para municípios maiores para realizar o teste. Trabalhadores e estudantes afirmam que a mudança pode dificultar ainda mais o acesso à carteira de motorista.

Apesar das críticas, parte da população apoia a nova exigência. O Departamento Nacional de Trânsito defende que a medida contribui para um trânsito mais seguro e para a conscientização dos futuros motoristas. Enquanto o debate continua nas redes sociais e entre especialistas, a nova regra já começa a impactar milhares de nordestinos que sonham em conquistar a primeira habilitação.

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