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Sinal caído

O wi-fi de 157 mi que conectou notas falsas

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@donairene13 - Foto Divulgação

Nesta segunda, 1, a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca e apreensão contra o Instituto Conhecer Brasil, ONG suspeita de fraude em um contrato de R$ 157 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalação de wi-fi. A entidade pertence à mesma empresária responsável pela produção do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. Segundo as investigações, pelo menos R$ 26 milhões teriam sido desviados por meio de notas fiscais falsas.

Diante da operação, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que tudo não passa de perseguição política. A declaração chamou atenção porque a investigação é conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, órgão subordinado ao governo estadual comandado por Tarcísio de Freitas, aliado político do bolsonarismo e próximo de Jair Bolsonaro.

Por isso, o argumento de perseguição política acaba levantando uma contradição difícil de explicar. Afinal, faria sentido o governador perseguir justamente um prefeito aliado? A justificativa parece mais uma tentativa de desqualificar a investigação antes mesmo que todos os fatos sejam esclarecidos. O que existe até agora são suspeitas graves, dinheiro público envolvido e uma apuração policial em andamento.

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