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A arte de piorar a crise

Flávio foge para se esconder de Vorcaro e volta assombrado pelo Tariflávio

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@donairene13 - Foto Divulgação

Nesta terça-feira, 2, as redes sociais foram tomadas pelo termo “tariflávio”, numa referência direta ao senador Flávio Bolsonaro e à ameaça de tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O apelido viralizou porque o anúncio das tarifas aconteceu poucos dias depois do encontro de Flávio com o presidente americano Donald Trump. A coincidência política foi suficiente para levantar críticas, piadas e desconfianças nas redes.

Flávio nega qualquer relação com a situação, mas o problema é que ele próprio ajudou a criar esse desgaste. Na primeira vez em que o Brasil foi taxado pelos americanos, o senador chegou a comemorar a medida publicamente. Agora, quando o assunto volta e pesa contra o país, fica difícil convencer a população de que tudo não passa de coincidência. A impressão transmitida é de alinhamento automático aos interesses dos Estados Unidos, mesmo quando isso prejudica setores da economia brasileira.

O mais curioso é que a viagem aos EUA parecia ter outro objetivo: tirar o foco do escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e as suspeitas sobre o financiamento milionário ligado ao filme da família Bolsonaro. Só que a tentativa de mudar o assunto acabou criando outro problema político difícil de explicar. Em vez de aliviar a crise, o encontro com Trump colocou Flávio no centro de uma nova polêmica, agora associada a possíveis prejuízos econômicos para o Brasil.

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