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Jogo sujo

Sem Trump na jogada, Lula leva no 1º turno

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Autor/Imagem:
Wenceslau Araújo - Foto de Arquivo/Valter Campanato

Independentemente do jogo sujo da extrema-direita sugerindo um segundo tarifaço às exportações brasileiras e a inclusão do terrorismo nas eleições de outubro, se o republicano Donald Trump não tiver candidato melhor do que o senador Flávio Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já pode se considerar reeleito para seu quarto mandato presidencial. Apesar da paixão pelo poder, a exatos quatro meses da abertura das urnas, a nova investida bolsonarista contra o peso político de Lula deixou de ser considerada apenas como um tiro no pé.

Para todo cidadão que honra sua pátria e que tenha um mínimo de ojeriza a qualquer tentativa de intromissão externa na política e nos negócios internos, a nova ofensiva passou a ser avaliada com um chute nos sacos dos membros do clã Bolsonaro, com grossos e pegajosos respingos na boca mentirosa do presidente dos Estados Unidos. O Brasil até pode ser visto por determinados países como uma república generalizada, mas jamais irá satisfazer o ego e o prazer dos Bolsonaro sendo reconhecida, nacional e internacionalmente, como uma republiqueta comandada por milícias.

Por conta da sucessão de asneiras fecais da extrema-direita, minhas previsões extraoficiais para o candidato oficial do conservadorismo cínico e arcaico são as piores possíveis. Baseado nas desinformações dos institutos particulares de pesquisas eleitorais e meteorológicas, nuvens negras e sujas se aproximam cada vez mais do reduto racista, homofóbico, misógino e sabotador daqueles que até agora não apresentaram proposta alguma que pudesse referendá-los como postulantes a um cargo de tal envergadura.

Muito pelo contrário. Agem como meninos mimados e, em lugar de mostrar algo diferente daquele mentiroso patriota que durante anos se passou por um banqueiro mais íntegro e probo do que a própria integridade, preferem espernear, xingar, ameaçar, torpedear e golpear quando perdem eleições ou quando deixam de ganhar no jogo do bicho, nas corridas de cavalo e nas raspadinhas. Por essa e outras razões, Flávio Bolsonaro vem se transformando dia a dia em um candidato cuja honorabilidade, ao contrário da mulher de César, já ultrapassou todos os limites de suspeitas.

Outubro bate à porta dos cerca de 160 milhões de eleitores brasileiros aptos a votar. Além da eleição para a principal cadeira da política nacional, a primavera de outubro é o período ideal para se combater pragas, parasitas e sanguessugas que infestam a política brasiliana, notadamente os abutres do Congresso comandado pela súcia bolsonarista e pelos patriotas falsificados Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB).

Como mãos que empurram para a cova o povo que ainda respira, os líderes que lutam contra eles mesmos para manter de pé a candidatura de Flávio Bolsonaro bem que poderiam lembrar ao filho do homem que abandonou o paraíso que faz 15 dias o Brasil sério e honrado e o mundo sem picuinhas aguardam explicações sobre o destino do dinheiro sujo de Daniel Vorcaro. Como aquela suposta piada japonesa, parece um passatempo entre o Shek-Sem-Fundos e o Kaida Kama contra o eleitor que ainda tem consciência. Bastante sugestivo, o nome da brincadeira é Te Kuspo Nakara.

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Wenceslau Araújo é Editor-Chefe de Notibras

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