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O diagnóstico de Aécio

PSDB tenta reagir ao avanço da extrema direita

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@donairene13 - Foto Divulgação

Aécio Neves admitiu aquilo que já estava evidente há algum tempo: o PL ocupou o espaço que antes era do PSDB na política brasileira. Em entrevista, o presidente nacional tucano reconheceu que o partido perdeu força e disse que o chamado Centro precisará radicalizar o discurso para voltar a ser competitivo em 2026. É uma tentativa de reagir ao avanço da extrema direita, que hoje domina boa parte do campo conservador no Brasil.

O problema é que talvez essa reação esteja chegando tarde demais. Em vários países, a direita tradicional acreditou que conseguiria controlar ou usar a extrema direita para ganhar eleições. O resultado quase sempre foi o mesmo: acabou engolida por ela. O discurso mais agressivo, mais radical e mais voltado para confronto tomou conta do espaço político e deixou pouco espaço para posições moderadas.

No Brasil, o PSDB parece viver exatamente esse processo. Um partido que já presidiu o país, governou estados importantes e liderou a oposição por décadas hoje luta para continuar relevante. Enquanto isso, o PL cresceu ocupando o eleitorado conservador e absorvendo figuras da direita tradicional. Talvez Aécio esteja percebendo apenas agora que a transformação política já aconteceu e que recuperar esse terreno pode ser muito mais difícil do que imagina.

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