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Dupla

Geniais e além

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Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Texto e Foto

Outro dia escrevi aqui uma crônica sobre o AVENIDA DANÇAS, no bass-found de Sampa.

Eram os anos 50 e depois 60 e 70 quando eu conheci aquele pedaço.

Na verdade, a música que me inspirou foi a VIDA DA BAILARINA, gravada por Ângela Maria, a deusa.

Fui pesquisar antes de escrever e buscar memórias que eu tinha de minha infância e encontrei Ângela e Cauby, Cauby Peixoto: eternos.

Escrevi a crônica BAILANDO NO ESCURO.

Homenagem a eles e àqueles tempos incríveis que não vivi nos anos 50, pois eu nasci em 56.

O dois seguiram cantando e encantando até o fim da vida deles.

Jamais esquecerei as canções e as interpretações de Ângela e Cauby.

Vivemos tempos descartáveis de internet onde já não há espaço para a memória.

Procurem aí no YouTube Ângela Maria e Cauby Peixoto e se liguem.

A cultura popular de nosso país precisa dessa memória.

Jamais uma dupla de cantores populares vindos do rádio levantou multidões como eles.

Hoje, no início da noite, comecei a pesquisar vídeos e canções deles na internet e fui até de madrugada.

Noite linda, daquelas de limpar o coração e a alma.

A crônica de hoje é como uma brisa de mar, um mar azul.

Melodias e interpretações dos deuses de Ângela Maria e Cauby Peixoto.

Pesquisem e ouçam.

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Gilberto Motta é escritor, jornalista, músico e apaixonado pela cultura popular brasileira. Vive na Guarda do Embaú, litoral Sul de SC.

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