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Copa da vergonha

EUA transformam mundial em show de humilhação e xenofobia

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@donairene13 - Foto Divulgação

A poucos dias do início da Copa do Mundo, o clima que deveria ser de festa e união entre os povos está sendo tomado por constrangimento e humilhação. Esta parece ser a Copa da vergonha. O governo dos Estados Unidos está transformando um evento esportivo mundial em instrumento de discriminação política e migratória. O Irã, por exemplo, só poderá entrar no país na véspera de seus jogos, dificultando preparação, adaptação e até a dignidade dos atletas e da delegação.

As denúncias são graves e revoltantes. Segundo a federação iraniana, torcedores do país tiveram ingressos revogados. O treinador da seleção iraniana teve visto negado. Um fotógrafo do Iraque foi submetido a 13 horas de interrogatório. Há relatos de cobrança de cheque caução para cidadãos de alguns países africanos, como se determinadas nacionalidades fossem automaticamente suspeitas. Até um árbitro da Somália foi barrado pela imigração e acabou fora da Copa de 2026. Isso não é segurança. Isso é exclusão travestida de burocracia.

O esporte deveria aproximar povos, não reforçar fronteiras e preconceitos. Nem mesmo a Alemanha nazista impediu a entrada de atletas durante os Jogos Olímpicos de 1936, algo que torna a situação atual ainda mais absurda e simbólica. A FIFA precisa ser muito mais criteriosa ao escolher países-sede. Uma Copa do Mundo não pode acontecer sob regras que discriminam nacionalidades e transformam atletas, jornalistas e torcedores em alvos de humilhação internacional.

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