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Quaest qué cé

Flávio, o candidato contra os gráficos

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@donairene13 - Foto de Arquivo

A pesquisa Quaest divulgada há poucos dias veio ainda pior para Flávio Bolsonaro do que a Atlas, aquela que chegou a ser censurada. Isso reforça um ponto importante: não dá mais para sustentar a tese de que os números ruins eram fruto de “contágio” por viés de questionário ou por testes de vídeo aplicados depois. Quando levantamentos diferentes apontam na mesma direção, o problema parece ser outro.

A realidade eleitoral começa a se impor e fica cada vez mais difícil desqualificar toda pesquisa que traz um resultado desfavorável. A insistência em atacar institutos ou levantar suspeitas sem provas pode até mobilizar a base mais fiel, mas não altera o cenário concreto que está sendo medido.

Talvez fosse mais inteligente parar de brigar com a realidade e começar a corrigir os erros da campanha. Porque pesquisa ruim não se combate com discurso contra os números, mas com estratégia, posicionamento e capacidade de reconquistar quem está se afastando.

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