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Pesquisa censurada

Mudança política depende da consciência do eleitor

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Autor/Imagem:
Mathuzalém Júnior - Foto de Arquivo

Fazendo minhas as palavras de Mahatma Gandhi, se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova. Não se trata de defender o candidato que lidera as pesquisas, muito menos criticar ou tentar anular a candidatura familiar que, além da ciência, decidiu recorrer a um tribunal para negar ou esconder os números. O momento não é de paixões e emoções, tampouco de retóricas e militâncias fanáticas, ultrapassadas e inservíveis nesta segunda década do século 21.

Sem vinculações partidárias ou ideológicas, defendo a verdade sem me importar com quem as diga. Na mesma proporção, sou a favor da justiça, não importa para quem ou contra quem. Sintetizando, seja quem for autor, o erro precisa ser corrigido, independentemente de que ele tenha vindo da direita ou da esquerda. Errado é errado. Ponto final.

O preâmbulo aparentemente sem nexo tem a ver com o embargo do Partido Liberal à divulgação de uma pesquisa eleitoral ratificando os baixos índices do candidato bancado pela legenda comandada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto. Tentar explicar o inexplicável teve o mesmo efeito constrangedor da desculpa esfarrapada para encobrir o áudio entre o presidenciável apoiado pelos extremos do conservadorismo e aquele banqueiro que, mesmo calado, produz provas contra si.

Dizer que não houve censura do PL ao Instituto AtlasIntel é ter certeza de que o eleitor brasileiro emburreceu de vez. Embora digam o contrário, os que pregam, mas não agem de acordo com a moral e os bons costumes políticos deram mais um tiro no pé direito. Tudo indica que os estilhaços incomodarão até o dia 3 de outubro, data das eleições gerais que verdadeiramente mostrarão aos 212 milhões de brasileiros quem é quem no tabuleiro político do Brasil de 2026.

Números, censura e desculpas à parte, a saúde e a longevidade do Brasil como nação próspera, democrática, acolhedora e descoberta para todos e não para alguns não têm cor, gêneros e ideologia. O que realmente deve ter relevância é cada um dos cerca de 160 milhões de eleitores ter a certeza de que a mudança política só vai acontecer com a consciência do voto. Votar movido por interesses particulares é entregar a qualquer um a chave de sua liberdade e o destino de gerações.

Convenhamos que, entre um e qualquer um, melhor manter o um. Vale dizer que, no quadro político de hoje, só é criticado quem faz sucesso. Sem qualquer manifestação antecipada de voto, registro que o atual presidente da República mantém a posição de sexto presidente mais popular da América Latina, com 47,6% de imagem positiva. Não à toa, o primeiro é o salvadorenho Nayib Bukele, representante da extrema-direita e menino dos olhos de Donald Trump. Basta um. Não precisamos de outro.

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Mathuzalém Júnior é jornalista profissional desde 1978

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