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Vai ou racha

Hexa anima torcedor, mas desconfiança é maior

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto de Arquivo

O início da Copa do Mundo de 2026 trouxe de volta um ingrediente que parecia adormecido entre os brasileiros: a esperança. Pesquisa Genial/Quaest mostra que cresceu em dez pontos percentuais o número de torcedores que acreditam na conquista do tão sonhado hexacampeonato. Ainda assim, a maioria da população segue cautelosa e não vê a Seleção Brasileira levantando a taça nos Estados Unidos, México e Canadá.

Segundo o levantamento, 35% dos brasileiros acreditam que a equipe comandada por Carlo Ancelotti conquistará o sexto título mundial, enquanto 56% afirmam não acreditar no hexa. Outros 9% não souberam responder. O dado representa uma recuperação importante no otimismo nacional em relação à pesquisa realizada em abril, quando apenas 25% apostavam na conquista brasileira.

A melhora na percepção coincide com a chegada de Carlo Ancelotti ao comando da Seleção e com a sequência de resultados positivos nos amistosos preparatórios. O treinador italiano, um dos mais vitoriosos da história do futebol, parece ter conseguido restaurar parte da confiança perdida após anos de atuações irregulares e eliminações frustrantes em competições internacionais.

Apesar da evolução, o sentimento predominante continua sendo de prudência. A memória recente de quedas traumáticas em Copas do Mundo, somada à força de seleções como França, Inglaterra, Argentina e Espanha, faz com que boa parte dos torcedores prefira manter os pés no chão.

Quando questionados sobre até onde o Brasil pode chegar, muitos entrevistados projetam uma campanha competitiva, mas não necessariamente campeã. Depois da opção “título”, a previsão mais citada foi a eliminação nas quartas de final, indicando que o torcedor ainda enxerga obstáculos significativos no caminho da Seleção.

O contraste é emblemático. De um lado, a confiança voltou a crescer e interrompeu uma sequência de pesquisas marcadas pelo pessimismo. De outro, os números revelam que o Brasil chega ao Mundial sem o favoritismo emocional que acompanhou gerações anteriores. A torcida parece dividida entre a tradição de quem veste cinco estrelas no peito e a cautela construída por duas décadas sem títulos mundiais.

Se a pesquisa aponta que a maioria ainda não acredita no hexa, a própria história da Seleção mostra que o futebol brasileiro costuma crescer justamente quando é menos apontado como favorito. A Copa começou. E, embora a desconfiança ainda vença nas pesquisas, a esperança voltou a entrar em campo.

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