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A serenata

A D. Olga de Suckow

Publicado

Autor/Imagem:
Augusto de Lima - Foto Francisco Filipino

Plenilúnio de Maio em montanhas de Minas!
Canta, ao longe, uma flauta e um violoncelo chora.
Perfuma-se o luar nas flores das campinas,
Subtiliza-se o aroma em languidez sonora.

Ao doce encantamento azul das cavatinas,
Nessas noites de luz mais belas do que a aurora,
As errantes visões das almas peregrinas
Vão voando a cantar pela amplidão afora…

E chora o violoncelo e a flauta, ao longe, canta.
Das montanhas, cantando, a névoa se levanta,
Banhada de luar, de sonhos, de harmonia.

Com profano rumor, porém, desponta o dia,
E na última porção da névoa transparente
A flauta e o violoncelo expiram lentamente.

……………………

Antônio Augusto de Lima (Augusto de Lima), segundo ocupante da Cadeira 12, eleito em 5 de fevereiro de 1903, na sucessão de Urbano Duarte e recebido em 5 de dezembro de 1907 pelo Acadêmico Medeiros e Albuquerque. Recebeu o Acadêmico João Luís Alves.

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