Curta nossa página


Avião sem asa

Mesmo na política corrupta e no pobre futebol sem gols, vida longa ao Brasil

Publicado

Autor/Imagem:
Armando Cardoso - Foto de Arquivo

Falo eu, fala você ou falamos nós sobre o que é melhor para o Brasil? Dependendo do tema, falo eu, pois dificilmente terei voz caso espere que os outros parem para pensar. Se preferirem o futebol, eu diria o que já disseram os cantantes e suplicantes Claudinho e Buchecha. No futebol sem bola e sem gols dos gramados dos Estados Unidos, a Seleção Brasileira lembra um avião sem asa, uma fogueira sem brasa e, talvez, o Piu-Piu sem o Frajola.

Sem querer pegar no pé, mas tudo isso porque nosso líder do chiclete sua para recuperar Neymar Junior e não percebe que, borbulhando no banco, o menino Endrick pede passagem. Assim como um monte de milhões de brasileiros, estou louco para te ver jogar, Endrick. Se precisar, uso meus mil alto-falantes para lembrar a Ancelotti que, ao lado de Endrick, também queremos Rayan, Luiz Henrique e, no máximo, Vini Jr. Os demais são apenas os demais.

Meu caro Ancelotti, não esqueça de mostrar à Nike, à Volkswagen, à Cimed, Vivo, Sadia, Azul, iFood, TCL e ao Guaraná Antarctica que a meninada também dá lucro e, se jogarem, é retorno técnico garantido. Provavelmente, muito mais do que ainda esperam do irrecuperavelmente bichado Neymar, hoje craque sem precedentes no vuco vuco domiciliar e avulso. Não é sobre negacionismo, mas, mantido o atual status quo, quem sabe não teria sido menos perigoso manter o garoto Wesley na lateral.

Como meu desejo pelos gols e pelo hexa não tem fim, se pudesse recorreria à inspiração do atento espírito de Pelé e à força e à coragem dos ídolos de 1970 ainda vivos para ganharmos hoje (19) do Haiti. Pode não parecer, mas a vitória contra os haitianos talvez seja o início do fim do penta da Alemanha, do tetra da Argentina, do tri da França e do bi da Espanha e Inglaterra. Torço muito por isso. Aliás, se perdermos ou empatarmos, o Haiti será aqui.

Depois dessa cantilena sem nexo, melhor mudar de caminho e falar sorrateiramente de política e dos políticos brasileiros. A exemplo do temível reprodutor Neymar Junior, esses terríveis senhores de paletó, gravata e muita lorota só politizam via home office. Isso quando não caem com os bolsos lotados de dinheiro sujo repassado pelo “irmãozinho”. Parecem e realmente são todos mais do mesmo. E nós continuamos votando. E torcendo. E morrendo de raiva. Mesmo assim, vida longa para o meu Brasil varonil.

Não tenho vocação para técnico de futebol, tampouco para político, mas estou convencido de que, nos gramados ou nos plenários, o Brasil pode mais. Minha paixão em forma de país, o Brasil é uma promessa não cumprida de que o amanhã será ainda melhor. Como meu coração pulsa em verde e amarelo e minha alma vibra em dó, ré e sol, me permito parafrasear D. Pedro II. Deus que me conceda esses últimos desejos – Paz, prosperidade, políticos menos ladrões e o hexa para o Brasil.

…….

Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.