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Memórias

Poetas do infinito

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Existem poetas que são rios,
fluem sem cessar, carregando memórias.
Há poetas que são montanhas,
firmes, silenciosos, guardando segredos.

Existem poetas que iluminam manhãs,
como sol que desperta o horizonte.
Há poetas que embalam noites,
como estrelas que sussurram sonhos.

Existem poetas jovens,
com palavras frescas como primavera.
Há poetas antigos,
cujas letras são raízes profundas da terra.

Existem poetas que caminham estradas,
umas ainda abertas, outros já gastas.
Há poetas que constroem pontes,
com versos que unem corações distantes.

Existem poetas que cantam à lua,
como se fosse amante eterna.
Há poetas que escrevem relâmpagos,
faíscas que rasgam o papel em silêncio.

Mas não devemos esquecer:
há poetas que vivem no limite do tempo,
poetas errantes, poetas de outrora,
poetas que carregam mundos dentro de si.

E todos, de alguma forma,
são guardiões daquilo que não se explica,
são arquitetos da emoção,
são viajantes da alma.

Porque no fim, existem poetas,
poetas e outros poetas,
e cada um deles é um universo,
feito de palavras, silêncio e eternidade.

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