Curta nossa página


Hora do mata-mata

Brasil degusta puro malte e pode ter licor, achocolatado ou saquê

Publicado

Autor/Imagem:
Bartô Granja, Edição - Foto Reprodução X

O Brasil fez a sua parte. Com autoridade, venceu a Escócia por 3 a 0 na noite desta quarta-feira, 24, garantiu vaga na fase de mata-mata da Copa do Mundo e devolveu ao torcedor aquela sensação agradável de que o futebol pode, sim, ser acompanhado de um bom copo na mão.

Ao apito final, a comemoração ganhou sabor de puro malte. Nos bares, restaurantes e salas de estar espalhados pelo país, uísques dividiram espaço com abraços, gritos de gol e análises sobre o que vem pela frente.

Agora, porém, começa uma curiosa disputa paralela. Enquanto a comissão técnica estuda vídeos, estatísticas e esquemas táticos, a torcida já parece preocupada com outra questão igualmente importante: o que beber diante do próximo adversário?

As possibilidades são três, todas vindas do Grupo F.

Se o caminho cruzar com a Holanda, o clima pode ganhar um toque europeu, com muitos brasileiros levantando um cálice de licor holandês antes da bola rolar. Um brinde à tradição dos Países Baixos, sem abrir mão da esperança de ver a seleção brasileira seguir em frente.

Caso o sorteio do futebol aponte a Suécia, talvez seja hora de trocar momentaneamente a bebida com álcool pelo tradicional achocolatado sueco. Afinal, se existe uma marca registrada do país escandinavo que conquistou o mundo, ela também pode servir de inspiração para uma torcida que acredita na mistura perfeita entre doçura e competitividade.

E, se o destino reservar o Japão como rival, nada mais apropriado do que um respeitoso brinde com saquê. A bebida milenar simboliza disciplina, tradição e respeito, características que também costumam aparecer dentro das quatro linhas quando os japoneses entram em campo.

No fim das contas, pouco importa o rótulo da garrafa ou o país de origem da bebida. O verdadeiro ingrediente indispensável continua sendo a confiança de uma torcida que aprendeu, ao longo das décadas, que Copa do Mundo é feita de superstição, encontros entre amigos, churrasco, televisão ligada desde cedo e muita conversa sobre futebol.

Cada adversário traz uma cultura diferente. Cada país apresenta novos sabores, novas histórias e novas tradições. A Copa do Mundo tem justamente o encanto de durante noventa minutos, o planeta inteiro se encontra em torno de uma bola e, muitas vezes, também de uma mesa.

Se vier a Holanda, que se sirva o licor.

Se aparecer a Suécia, que o chocolate esteja gelado.

Se o Japão cruzar o caminho, que o saquê acompanhe o espetáculo.

Mas que ninguém esqueça o principal ingrediente da receita brasileira: a esperança de que, qualquer que seja o rival, o próximo brinde seja novamente pela vitória da Seleção.

Vini Jr, com dois gols, e Matheus Cunha fechando o placar, garantiram a liderança do Grupo C. Neymar saiu do banco de reservas, jogou alguns minutos, e deve ter nova oportunidade pela frente. Quem sabe venha dos pés dele o pretexto para mais um brinde.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.