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Asa Sul

Sobrinho de presidente da CLDF é preso após ameaçar e desacatar policial

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação

Davi de Souza Silva, de 32 anos, sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), deputado Wellington Luiz (MDB), foi preso pela Polícia Militar após se envolver em uma confusão em uma casa de shows na Asa Sul, em Brasília. O episódio, registrado em vídeo, ocorreu após o homem adotar uma postura agressiva e intimidatória contra o gerente do estabelecimento e a equipe policial acionada para conter o tumulto. Nas gravações, Davi tenta usar o parentesco político como moeda de coerção, afirmando ser sobrinho do parlamentar e ameaçando a carreira do militar ao disparar que a promoção dele “não sai mais”.

De acordo com o relato da Polícia Militar, o homem apresentava aparente estado de embriaguez e elevou o nível de hostilidade durante a abordagem, resistindo ativamente às ordens recebidas. A corporação destacou que Davi já possui um histórico recorrente e bem conhecido por envolvimento em ocorrências de desacato, desobediência e perturbação do sossego em ambientes públicos. Diante do flagrante e da recusa em cooperar, ele foi contido pelos policiais e encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde prestou depoimento e foi liberado na sequência.

Em resposta ao ocorrido, a defesa do acusado contestou a versão oficial e alegou em nota que Davi foi vítima de tratamento inadequado por parte dos funcionários do bar, além de sofrer abuso de autoridade por parte dos policiais militares envolvidos na ação. Por outro lado, o deputado distrital Wellington Luiz tomou uma postura firme e pública contra a atitude do familiar. O presidente da CLDF afirmou que o sobrinho estava apenas se divertindo, mas errou gravemente, ressaltando que não cabia a ele desrespeitar profissionais que cumpriam seu dever constitucional de defender a sociedade.

Wellington Luiz concluiu seu posicionamento parabenizando a conduta da equipe da Polícia Militar e defendendo que o familiar deve responder legalmente por suas ações desordeiras. O caso agora segue em apuração policial para determinar as punições cabíveis diante dos crimes de trânsito regulamentados pelo Código Penal. Este desfecho reforça o debate local sobre o uso indevido de influência política para tentar burlar a aplicação da lei e a fiscalização de segurança em estabelecimentos de lazer na capital federal.

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