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Sementes invisíveis

O professor das estradas e dos versos

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

De manhã, o professor atravessa ruas movimentadas da cidade,
onde buzinas e passos apressados se misturam ao som das aulas.
Ali, entre paredes brancas e carteiras alinhadas,
ele semeia conhecimento como quem planta sementes invisíveis.

À tarde, o mesmo homem segue para a zona rural,
onde o silêncio é quebrado pelo canto dos pássaros
e o cheiro da terra fresca acompanha cada palavra.
Os alunos chegam com botas marcadas de poeira,
mas os olhos brilham com a mesma sede de aprender.

Entre cidade e campo, ele carrega cadernos e sonhos,
como quem leva luz em cada estrada percorrida.
Mas quando o dia se encerra,
o professor se transforma em poeta e músico:
pega o violão, abre o caderno,
e deixa que a vida se derrame em versos e melodias.

Suas canções falam de horizontes,
de mãos calejadas, de esperanças guardadas,
de amores que florescem mesmo na dureza da lida.
E sua poesia é ponte:
liga o concreto da cidade ao verde da roça,
liga o saber ao sentir,
liga o trabalho ao sonho.

Assim, o professor é mais que mestre:
é viajante de mundos,
é guardião de palavras,
é cantor de esperanças.
E cada estrada que percorre,
seja de asfalto ou de terra,
se torna verso vivo em sua canção eterna.

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