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Previsão certeira

Com ou sem Trump, e lembrando Dilma, Copa terá só dois finalistas

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Autor/Imagem:
Armando Cardoso - Foto Editoria de Imagem/IA

Em nome da paz durante os jogos, o anfitrião Donald Trump, onipotente e onipresente presidente dos Estado Unidos, está obrigado a seguir as orientações, regras e normas do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Muito a contragosto, o senhor da guerra, dos anéis e pretenso dono do mundo teve de se render aos aiatolás do Irã, esquecer Cuba, se trancar para Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, além de, escondido nos porões da Casa Branca, admitir a grandeza e a soberania do Brasil, bem como a força política do presidente Luiz Inácio da Silva.

Não bastasse tudo isso, mesmo a distância, Trump teve de assistir à evidente evolução das seleções africanas, com destaque para Marrocos e Cabo Verde, e, de quebra, ter a certeza de que os EUA, caso passem pela Bélgica nas oitavas, morrerão na praia das quartas-de-final. O pior ainda está por vir. A se confirmar as fictícias previsões matemáticas e astrológicas de uma figura de ponta da política brasileira, o mandatário norte-americano terá de recorrer aos recursos financeiros de Elon Musk para erigir, em Manhattan, uma estátua de bronze em homenagem à vidente brasileira.

De acordo com os anunciados prognósticos atribuídos à nossa proeminente celebridade, como já ficaram pelo caminho seleções do peso da Holanda, Uruguai, Alemanha e Senegal, sou obrigado a, respeitosamente, pensar como a ex-toda-poderosa e jurar que, do que jeito que as potências estão sendo eliminadas”, certamente só chegarão duas seleções à finalíssima do dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, provavelmente com a presença do mister presidente. A expectativa é que Trump e Infantino entreguem o troféu à seleção campeã do mundo.

Embora mantenha aceso meu furor patriótico, nesse caso sou até capaz de torcer contra a “amarelinha”. Tenho arrepios múltiplos só de imaginar o rei das contradições entregando a taça ao capitão brasileiro. Toparia a cena desde que Flávio Bolsonaro, o menino de recados do líder (?) dos Estados Unidos, também fosse convidado e colocado na tribuna de desonra, bem ao lado do camarada Javier Milei, chamado às pressas para receber as medalhas de vice-campeão. Que belo sonho!

Como Deus não deu asas às cobras, melhor torcer para que chegue logo novembro, quando os americanos votarão na chamada eleição de meio mandato. Mesmo sem as seguríssimas e invioláveis urnas eletrônicas, os eleitores locais deverão se antecipar no adeus ao destrambelhado presidente. Conforme videntes estabelecidos nos 50 estados dos EUA, não á toa Donald tem evitado cumprir a promessa de assistir a várias partidas da Copa. O torneio está chegando às quartas-de-final e ele ainda não foi a nenhum jogo em território norte-americano. Por razões óbvias, os mexicanos e canadenses também não o viram em seus países.

Apesar das especulações negativas, representantes do governo Trump atribuem a ausência à movimentada agenda e ao chamado “cálculo político”. A verdade é que, anfitrião ausente, Trump e seu staff temem novas vaias como aqueles que o mundo inteiro assistiu por ocasião da final da NBA dias antes da abertura da Copa. Como seguro morreu de velho, melhor ouvir minha celebridade Dilma, a respeito das eleições presidenciais de novembro. De acordo com a moça, “… Nem quem ganhar nem quem perder vão ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”. Quanto ao resultado final do torneio, qualquer presságio em direção contrária ao da notável figura não será mera coincidência.

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Armando Cardoso é presidente do Conselho Editorial de Notibras

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