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TJDFT

Ex-major da PM é expulso por liderar esquema de propina

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Divulgação

A Polícia Militar do Distrito Federal expulsou o major reformado Nelimar Nunes de Sousa após condenação por chefiar um esquema de cobrança de propina. A decisão oficial da perda do posto, da patente e dos direitos da reserva remunerada foi publicada no Diário Oficial. A medida cumpre uma ordem judicial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

A corregedoria-geral da corporação foi a responsável por abrir a apuração interna e conduzir o procedimento administrativo. Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal reforçou publicamente o seu total compromisso com a legalidade, a transparência pública e com a punição severa de condutas consideradas incompatíveis com as diretrizes e valores éticos da instituição policial.

Por outro lado, a defesa do ex-major Nelimar Nunes de Sousa criticou a velocidade da punição administrativa. De acordo com o advogado de defesa, Renato Araújo, a punição foi assinada e publicada antes do encerramento final do processo no Poder Judiciário. A equipe jurídica informou que entrará com recurso nas Cortes Superiores e buscará a suspensão imediata dos efeitos do decreto de expulsão.

De acordo com as denúncias apresentadas pelo Ministério Público, o esquema criminoso arrecadava um montante de até R$ 30 mil por mês. O grupo de policiais corruptos cobrava o dinheiro ilegal para não aplicar multas de trânsito em donos de lotações clandestinas. A rede de corrupção atuava ativamente monitorando o transporte de passageiros nas regiões administrativas do Itapoã e do Paranoá.

A investigação apontou que cada motorista de transporte pirata era obrigado a pagar uma taxa semanal de R$ 150 para rodar livremente na região. Pelo menos 50 condutores participavam do acerto financeiro com os militares. Aqueles trabalhadores que se recusavam a pagar a propina sofriam perseguição, tinham seus documentos retidos por longos períodos e recebiam diversas infrações pesadas como punição.

O caso começou no ano de 2018, época em que o chefe do esquema e outros quatro policiais militares chegaram a ser presos na operação, sendo liberados no ano seguinte com o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas. Os outros quatro policiais envolvidos na quadrilha perderam suas patentes militares ainda no ano de 2024, enquanto o ex-major Nelimar Nunes de Sousa aguardava a conclusão do seu processo específico de expulsão.

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