Curta nossa página


De ficha suja a ministro?

O delírio de Deltan e a moralidade da Suprema Corte

Publicado

Autor/Imagem:
@donairene13 - Foto Divulgação

Questionado se aceitaria ser ministro do STF e sentar ao lado de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino, Deltan Dallagnol disse que não ambiciona o cargo, mas que, se Deus o conduzisse por esse caminho, como teria ocorrido com André Mendonça, aceitaria “com o maior gosto”.

O problema é que Deltan não é apenas um ex-procurador ou um ex-deputado. Ele teve o mandato de deputado federal cassado por unanimidade pelo TSE, em decisão baseada na Lei da Ficha Limpa. O entendimento foi o de que ele antecipou sua exoneração do Ministério Público Federal para escapar de processos administrativos disciplinares que poderiam torná-lo inelegível.

Por isso, a hipótese de Deltan ocupar uma cadeira na Suprema Corte parece moralmente absurda. O STF exige mais do que currículo jurídico ou discurso religioso: exige compromisso institucional, equilíbrio e respeito às regras democráticas. Seria imoral transformar alguém cassado pela Justiça Eleitoral em ministro da mais alta Corte do país.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.