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Dias apressados

O Guardião das Pausas

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Havia uma aldeia onde os dias corriam apressados, como rios sem margens.

As pessoas trabalhavam sem descanso, esquecendo que a vida não é apenas sobrevivência, mas também contemplação.

Nessa aldeia vivia um velho sábio, conhecido como Guardião das Pausas.

Ele dizia que a vida era como um livro: se escrita sem vírgulas, sufocava; se escrita sem pontos, nunca se renovava.

E ensinava que preservar a vida era aprender a colocar pausas para respirar fundo, cuidar do corpo, ouvir o coração.

Um dia, uma jovem perguntou ao sábio:

— Como posso preservar minha vida se o mundo exige pressa?

Ele respondeu:

— A vida não se preserva em corridas, mas em raízes. Cuide da água que bebe, da terra que pisa, das pessoas que ama. Cada gesto de cuidado é uma vírgula que prolonga sua
história.

A jovem seguiu seus conselhos: passou a caminhar ao amanhecer, a plantar árvores, a sorrir mais vezes, a descansar quando o corpo pedia.

E percebeu que a vida não se mede em quantidade de dias, mas na qualidade dos instantes.

Assim nasceu o conto do Guardião das Pausas: aquele que ensinou que preservar a vida é viver com equilíbrio, respeitar os limites e cultivar o amor.

E até hoje, quem aprende a pausar descobre que a vida floresce como um jardim eterno.

Esse conto mostra que preservar a vida é cuidar do corpo, da alma e da natureza, com gestos simples e contínuos, sempre respeitando os limites de sua vida e da vida do próximo.

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