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"Mulher não sabe votar"

O machismo escancarado que nem a cúpula do PL quis combater

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@donairene13 - Divulgação

Desde que Michelle Bolsonaro publicou um vídeo expondo um desentendimento com o enteado e presidenciável Flávio Bolsonaro, tem sido revelador observar a reação do próprio campo conservador. Em vez de acolhimento ou solidariedade, a ex-primeira-dama passou a receber ataques de antigos aliados e de pessoas ligadas ao bolsonarismo.

Alguns deixaram até de chamá-la pelo sobrenome Bolsonaro, como se quisessem expulsá-la simbolicamente da família. Houve quem afirmasse que mulheres não sabem votar e nem deveriam participar da política. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Michelle, não demonstrou apoio diante da evidente violência política sofrida por ela. A senadora Damares Alves, que se posicionou ao lado de Michelle, também virou alvo de ataques e ameaças do próprio campo conservador.

Esse episódio deixa uma pergunta importante: se tratam dessa forma as mulheres que sempre estiveram ao lado deles, o que serão capazes de fazer com quem pensa diferente? Quando a intolerância atinge até os próprios aliados, fica claro que o problema não é apenas uma disputa familiar ou partidária. É uma forma autoritária de fazer política, que tenta silenciar qualquer mulher que ouse discordar.

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