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Nos primórdios do mundo...

A lenda da fonte do amor

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Nos primórdios do mundo, quando a Terra ainda aprendia a florescer, os deuses criaram rios, montanhas e estrelas.

Mas perceberam que faltava algo: uma força capaz de unir os seres, de dar sentido às jornadas e de transformar o silêncio em música.

Então, no coração de uma montanha sagrada, fizeram nascer a Fonte do Amor.

Diz a lenda que dessa fonte brotava uma água cristalina, tão pura que refletia não apenas o rosto de quem a olhava, mas também sua alma.

Quem bebia dessa água descobria que o Amor não era posse, mas partilha; não era prisão, mas liberdade; não era apenas encontro, mas também coragem de se doar.

Com o tempo, homens e mulheres começaram a buscar a fonte.

Alguns chegavam com sede de poder e viam apenas o próprio reflexo.

Outros, guiados pela ternura, encontravam nas águas o brilho de outro coração.

E assim, cada vez que duas pessoas bebiam juntas, suas almas se entrelaçavam como raízes de árvores antigas.

Mas havia um segredo: a fonte não podia ser levada, nem guardada em jarros.

Ela só existia no instante em que era compartilhada.

Por isso, o Amor nunca se deixa aprisionar, ele vive apenas quando é oferecido.

Até hoje, os sábios dizem que a Fonte do Amor continua escondida, protegida pelas estrelas.

E que cada gesto de bondade, cada abraço sincero, cada olhar que ilumina é uma gota dessa água sagrada que ainda corre pelo mundo.

Essa lenda amplia o Amor como força primordial, ligada à natureza e ao sagrado.

Lembrando sempre que o amor é para ser vivido em todos os momentos e etapas de nossas vidas.

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