Curta nossa página


Hora da verdade

Sem Arruda, Celina leva, mas o ex está vivo

Publicado

Autor/Imagem:
João Zisman - Foto de Arquivo

A pesquisa divulgada no início da semana permanece como a principal referência da movimentação política no Distrito Federal. Celina Leão lidera os cenários testados para o Governo do DF e chega ao período das convenções em posição favorável para consolidar a aliança governista. Em uma das simulações sem José Roberto Arruda, a governadora alcança 45,9% das intenções de voto, resultado que aponta a possibilidade de vitória no primeiro turno dentro daquele cenário específico.

A vantagem, porém, não transforma a eleição em assunto encerrado. A presença de Arruda altera substancialmente a disputa e mostra que o ex-governador ainda conserva força eleitoral suficiente para influenciar a organização das candidaturas e das alianças. A pesquisa também evidencia diferenças de comportamento entre segmentos do eleitorado, o que recomenda cautela diante de leituras excessivamente definitivas feitas a partir dos números gerais.

Para o Senado, Leila do Vôlei e Michelle Bolsonaro aparecem entre os nomes mais competitivos, acompanhadas por Erika Kokay. A disputa oferece duas vagas e, por isso, não pode ser interpretada como uma corrida convencional de candidatura única. O desempenho depende da composição das chapas, da confirmação das candidaturas e da forma como os eleitores distribuirão seus dois votos.

O período das convenções muda a função política dos levantamentos. Até aqui, as pesquisas alimentavam expectativas e testavam possibilidades. A partir de agora, também passam a interferir diretamente nas decisões partidárias, na montagem das chapas e na distribuição de recursos e apoios.

A oposição segue diante do desafio de transformar diferentes projetos em uma estratégia competitiva. Leandro Grass e Ricardo Cappelli continuam associados a construções distintas no campo progressista, enquanto as articulações partidárias ainda não produziram uma candidatura única confirmada.

A ausência de unidade não significa falta de competitividade, mas reduz a capacidade de apresentar desde já uma alternativa clara à candidatura governista. As convenções serão decisivas para indicar se haverá composição ou se o campo oposicionista entrará na campanha dividido.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.