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Perdida no horizonte

Gaivota da espera

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Diga-me, amor, como ensinar ao tempo
que cada segundo sem ti é tempestade?
Sou gaivota perdida no horizonte,
voando entre mares de saudade.

Teu nome é milagre que não se explica,
é chama que insiste em me consumir.
E eu, refém da tua ausência,
aprendo a esperar sem desistir.

Volta, amor, e traz contigo
a luz que rasga minha escuridão.
Nos teus braços, a vida renasce,
na tua voz, repousa meu coração.

Sou margem que aguarda tua chegada,
sou verso que só existe em ti.
Diga-me, amor, que ainda me escutas,
pois sem tua presença não sei existir.

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