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Operação Nexus Pecuniae

PCDF desarticula rede que limpou R$ 94 mil de idosa

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 15ª Delegacia de Polícia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Nexus Pecuniae (Conexão Financeira), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação resultou no cumprimento de 9 mandados de busca e apreensão, sendo oito na Cidade Ocidental/GO e um no Núcleo Bandeirante/DF.

Conforme apurado por Notibras, as investigações tiveram início após o registro da ocorrência, em 31 de dezembro de 2025, quando uma vítima de 60 anos de idade teve sua conta bancária acessada de forma clandestina. Na ocasião, os criminosos realizaram diversas transferências eletrônicas fraudulentas, causando prejuízo de R$ 94 mil. A partir da quebra judicial do sigilo bancário dos investigados, os policiais civis conseguiram reconstruir integralmente o caminho percorrido pelos valores subtraídos, identificando uma sofisticada estrutura destinada à ocultação e dissimulação dos recursos obtidos com a fraude.

A investigação revelou que o grupo utilizava diversas contas bancárias como verdadeiras contas de passagem, por meio das quais os valores eram rapidamente pulverizados e, em seguida, concentrados em contas vinculadas ao núcleo central da organização criminosa. A análise das movimentações financeiras permitiu identificar a divisão de tarefas entre os investigados, individualizando aqueles responsáveis pelo recebimento inicial dos valores, pela circulação financeira e pelos principais destinatários do produto da fraude.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais civis apreenderam aparelhos celulares, computadores, dispositivos eletrônicos, documentos, cartões bancários, comprovantes de transações financeiras, mídias digitais, valores em espécie e outros elementos que serão submetidos à perícia e à análise técnica especializada.

Os alvos da operação possuem entre 22 e 35 anos de idade.

Os investigados irão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem ultrapassar os 26 anos de reclusão, além do pagamento de multa.

A operação recebeu o nome, expressão em latim que significa Conexão Financeira, em referência à complexa rede de movimentações bancárias identificada durante as investigações, por meio da qual os integrantes da organização criminosa utilizavam sucessivas transferências entre contas para ocultar a origem e o destino dos valores obtidos por meio das fraudes eletrônicas.

Assista ao vídeo:

 

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