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Vicente Pires

Preso último foragido de bando que aplicava golpes com eletrônicos

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Autor/Imagem:
Carolina Paiva - Foto Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu Ícaro Presto Negrão Costa, de 21 anos, apontado como um dos principais investigados da Operação Voo de Ícaro, que apura a atuação de uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos. Ele estava foragido desde a deflagração da operação, em 9 de junho.

A prisão foi realizada por policiais da 15ª Delegacia de Polícia, após diligências para localizar o investigado. Ícaro foi encontrado escondido na Rua 4, em Vicente Pires, onde os agentes cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Com a captura, segundo a Polícia Civil, não há mais foragidos entre os investigados que tiveram a prisão decretada no âmbito da operação.

Outro alvo que também tinha mandado de prisão preventiva, Rafael Oliveira Kanzler Barbosa, de 22 anos, havia sido capturado no próprio dia 9 de junho, quando a operação foi deflagrada. A prisão foi realizada por policiais da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual.

A investigação conduzida pela 15ª DP identificou mais de 20 ocorrências policiais que teriam ligação com a atuação do grupo. O esquema tinha como principais vítimas pessoas que anunciavam celulares, videogames e outros aparelhos eletrônicos em plataformas de compra e venda pela internet.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos procuravam os anunciantes como se fossem compradores comuns. Depois de negociar preços e condições, marcavam encontros presenciais para receber os produtos.

O golpe ocorria no momento do pagamento. As transações eram feitas por meio de links vinculados a cartões de crédito pertencentes a terceiros. Depois que os investigados ficavam com os aparelhos, os pagamentos eram contestados.

Com a contestação, os valores acabavam estornados. O vendedor, então, descobria que havia ficado sem o produto e também sem o dinheiro da negociação.

A repetição do método e a quantidade de ocorrências levaram os investigadores a identificar uma possível estrutura organizada para a prática dos crimes, culminando na Operação Voo de Ícaro.

Os investigados deverão responder por organização criminosa, delito cuja pena prevista varia de três a oito anos de reclusão. Também poderão ser responsabilizados individualmente pelos estelionatos eletrônicos atribuídos a cada um deles.

A fraude eletrônica prevê pena de quatro a oito anos de prisão, além de multa. Dessa forma, cada episódio comprovado poderá gerar responsabilização própria, além da eventual condenação pela participação na organização criminosa e por outros crimes que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

O nome da operação faz referência a Ícaro, personagem da mitologia grega que, apesar das advertências, voou próximo demais do sol e terminou em queda após a cera de suas asas derreter.

Na interpretação adotada pela Polícia Civil, a metáfora representa a trajetória dos investigados: a sucessão de golpes teria criado a sensação de que permaneceriam fora do alcance das autoridades. A sequência terminou, segundo a corporação, com a identificação e a prisão dos suspeitos.

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Carolina Paiva é Editora do Quadradinho em Foco

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