Curta nossa página


Panorama Político, por João Zisman

Candidatos vão explorar temas como a saúde, a educação e a segurança

Publicado

Autor/Imagem:
João Zisman - Foto de Arquivo

O debate promovido pela Band reuniu os seis candidatos ao Governo do Distrito Federal e ofereceu o primeiro confronto direto da eleição. Celina Leão, José Roberto Arruda, Kiko Caputo, Leandro Grass, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli discutiram temas que deverão acompanhar toda a campanha.

A saúde esteve no embate entre Celina e Cappelli. Educação apareceu nas intervenções de Arruda, Grass e Belmonte. Mobilidade e expansão do metrô entraram na discussão entre Arruda e Caputo. Celina utilizou a segurança pública para apresentar resultados da administração. O BRB também chegou ao debate, especialmente no confronto entre Grass e Arruda.

O encontro permitiu uma primeira comparação entre candidatos que até agora vinham ocupando espaços separados no noticiário. A partir daqui, propostas e críticas passam a conviver com o contraditório imediato.

A área da saúde pública, claro, estabeleceu a primeira grande cobrança da campanha. Pesquisas mostram a dimensão da preocupação dos moradores do DF com o tema. Em diferentes ocasiões, mais de 82% apontaram a área entre as prioridades para o próximo governo. Educação foi mencionada por 43,1%, segurança pública por 33,1%, transporte por 16,4% e combate à corrupção por 6,6%.

A distância entre a saúde e os demais temas coloca a rede pública de atendimento em posição particularmente sensível durante a campanha. Celina Leão afirmou que pretende contratar mais de 700 profissionais para reduzir filas. Arruda apresentou proposta de criação de um Centro Distrital de Cirurgias e construção de quatro hospitais. A partir desses compromissos, a discussão deverá avançar para questões como financiamento, pessoal, estrutura existente e prazo de execução.

A Educação também entrou no confronto, e os indicadores educacionais passaram a fazer parte do discurso dos candidatos.

Arruda utilizou o desempenho do Distrito Federal no Ideb para criticar a situação atual e prometeu recuperar posições, além de retomar programas associados às suas administrações anteriores. O tema oferece outro campo objetivo de comparação, porque desempenho escolar, infraestrutura, valorização dos profissionais e permanência dos alunos podem ser confrontados com indicadores públicos.

O Banco de Brasília voltou ao debate e isso confirma que dificilmente ficará restrito às discussões financeiras e judiciais. O banco ocupa uma posição singular na eleição porque reúne patrimônio público, decisões administrativas e repercussões políticas. Cada novo desdobramento relacionado à instituição tende a produzir reflexos sobre a campanha.

A próxima exposição já está marcada. É que os candidatos voltam a enfrentar uma agenda conjunta nesta terça-feira, em sabatina promovida pelo Correio Braziliense. A proximidade entre os eventos mantém as campanhas sob exposição intensa e oferece pouco tempo para corrigir desempenhos, ajustar propostas ou responder às questões levantadas no debate.

Publicidade
Publicidade

Copyright ® 1999-2026 Notibras. Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços da Agência Brasil, Agência Brasília, Agência Distrital, Agência UnB, assessorias de imprensa e colaboradores independentes.