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Hospital Regional de Samambaia

Enfermeira com 19 anos de casa é agredida

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Autor/Imagem:
Maria Amália Alcoforado - Foto Divulgação

O plantão da noite deste domingo (9) no Hospital Regional de Samambaia (HRSAM), foi marcado por cenas de violência e desespero. Uma enfermeira de 43 anos denunciou ter sido violentamente agredida física e verbalmente enquanto exercia suas funções na unidade de saúde. O ataque brutal chocou os colegas de trabalho e reacendeu o debate urgente sobre a falta de segurança para os profissionais que atuam na linha de frente do atendimento público na capital federal.

De acordo com as informações divulgadas pelo Sindicato das Enfermeiras e dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnf-DF), as agressões resultaram em ferimentos visíveis em diversas partes do corpo da vítima. A profissional sofreu lesões graves nas mãos, nos braços, no tórax, no rosto e na boca. Além do sofrimento físico evidente, o sindicato informou que a trabalhadora apresenta um “forte abalo psicológico” decorrente do trauma sofrido em seu próprio ambiente de trabalho.

O Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil detalha que o episódio de violência ocorreu especificamente no plantão da classificação de risco do setor de ginecologia do hospital. A suposta agressora, uma mulher de 39 anos, foi detida em flagrante por policiais militares que foram acionados às pressas para conter o tumulto na unidade de saúde. A suspeita foi conduzida à delegacia, e o caso agora está sob investigação formal da 26ª Delegacia de Polícia.

Após o ocorrido, a enfermeira foi submetida a exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) para documentar a gravidade das escoriações. O episódio gerou profunda indignação devido ao histórico da servidora, que possui uma carreira sólida e dedicada à saúde pública. Ela atua há 21 anos na área da enfermagem, dos quais dedicou 19 anos de serviço contínuo exclusivamente ao acolhimento de pacientes no Hospital de Samambaia.

Em manifestação oficial, o SindEnf-DF repudiou veementemente a agressão e cobrou medidas enérgicas da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF). A entidade exige o reforço imediato do policiamento nas unidades e a recomposição urgente das equipes de plantão, apontando que o déficit de profissionais sobrecarrega o sistema e amplia a tensão nos hospitais. O sindicato garantiu que está prestando todo o suporte jurídico e psicológico necessário à trabalhadora.

O Conselho Regional de Enfermagem (Coren-DF) também se pronunciou, enfatizando que o ataque no HRSAM não pode ser tratado como um fato isolado, mas sim como o reflexo de falhas estruturais. O órgão defende que a segurança dos profissionais deve ser prioridade na organização dos serviços. Entre as propostas do conselho para conter a escalada da violência urbana dentro das clínicas estão a ampliação física das salas de atendimento e a instalação de um “botão do pânico”.

Por meio de nota oficial, a Secretaria de Saúde do DF informou que tomou as providências necessárias assim que soube do caso. A pasta destacou que a servidora recebeu acolhimento institucional e foi encaminhada para avaliação detalhada junto à Medicina do Trabalho, que analisa a necessidade de um afastamento temporário para sua proteção. A secretaria reforçou, ainda, seu compromisso de tolerância zero contra qualquer modalidade de violência direcionada aos servidores da rede pública.

Por fim, a SES-DF esclareceu que a condução do caso segue as diretrizes da recém-aprovada Lei Distrital nº 7.934/2026, criada justamente para assegurar proteção física, psicológica e institucional aos profissionais de saúde que forem vítimas de ameaças em solo brasiliense. Sob a justificativa de respeitar o sigilo médico e as normas rígidas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o governo do Distrito Federal informou que detalhes adicionais sobre o estado de saúde da enfermeira ou sobre a agressora não serão divulgados.

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