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Amante da saudade

Madrugada de inverno

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Era Madrugada
o inverno se despedia em silêncio,
não havia lua, não havia sol,
apenas a chuva, fiel amante da saudade.

Às vezes sou sol
luz que aquece tua pele,
ardor que se acende em carícias,
claridade que revela segredos.

Às vezes sou lua
mistério que envolve teus sonhos,
sussurro que desliza na noite,
espelho de desejos ocultos.

Mas sempre sou chuva
toque líquido que percorre teu corpo,
mundo molhado que se rende ao teu abraço,
vertigem que cai e floresce em paixão.

E na solidão que me resta,
descubro que amar é ser estação e eternidade,
é ser fogo e frescor,
é ser tempestade e ternura,
é ser chuva que nunca cessa,
mas que sempre renasce em ti.

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