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Era bom moço

A história de Jonas, o herói macambúzio

Publicado

Autor/Imagem:
Castro Oliveira - Foto Francisco Filipino

Jonas.

Era bom moço.

A mãe um dia viu-o meio estranho depois de ele ter estado horas a estudar para depois ter uma nota baixa na universidade porque o professor nem olhou para o que ele escreveu no trabalho mas porque naquela aula ele tinha dito uma coisa inoportuna não gostou da cara do gajo e toma lá um 10 e pró ano estás cá outra vez que precisamos de ti para a universidade ter mais dinheiro no cofrinho…

Jonas, o que tens? Andas a ler umas coisas estranhas isso lá das gajas deusas e tal…

Eu não estou bem mãe, tenho vozes na minha cabeça.

Ah, vamos ao psiquiatra já, moço!

O psiquiatra, um velho manhoso que queria era que Jonas ficasse viciado naquela treta dos remédios para ir lá e deixar mais cheques caros das consultas onde ninguém dizia nada apenas, ah Jonas isso é incurável vai ter de vir cá sempre e tomar sempre isto!

A mãe acreditou na treta do diagnóstico do médico , um gajo sabidola que o que queria era ter clientes ali para dizer que tinha prestígio e que afinal, meus amigos, dizia entre colegas, eu ainda ganho para ir á Suécia de avião ! ah ah aha!

Anos passaram e Jonas andava ainda naquilo dos remédios e na treta das consultas no psiquiatra que ainda o faziam sentir cada vez pior… pois o raio do médico psiquiatra fintava as questões e repetia , venha cá para a semana e tome isto e isto e isto e isso é incurável, um dia você fica é internado para sempre numa prisão se não tomar isto!

E a mãe a insistir também na história do médico, Jonas se não tomas o remédio e não vais ás consultas interno-te! Chamo a polícia e acabou!

Jonas andava de mal a pior, para além dos remédios lhe darem efeitos secundários que iam da ideação suicida á intensa paranóia diária, isto repetido anos e anos a fio, um dia Jonas não tem mais nada, engole uns compridos a mais e cai no chão, não fazia mais sentido viver numa mentira onde um médico o condenou a anos de prisão mental e uma mãe ingorante que o ameaçava constantemente…

Jonas foi levado para o hospital.

Salvaram a vida dele com descargas elétricas no coração.

Jonas sobreviveu.

Meses depois Jonas olhou para a familia dele e para o médico burlão que tinha e disse:

Vou-me embora! Reflitam bem no que me fizeram!

Jonas emigrou para um país bom que o acolheu.

Hoje Jonas trabalha, não precisa de medicação nenhuma, aquilo que tomou antes, disse um médico conceituado no Youtube, era só feito para o viciar e tornar a mente dele ainda pior e vulnerável a autoridades, além de todas aquelas drogas e consultas ajudarem a pagar o carro último modelo do psiquiatra neurótico, de moral duvidosa e que só atendia depois de tomar 3 comprimidos para os nervos enquanto fumava os seus três maços diários.

Jonas quando casou lá naquele país distante olhou de repente a mulher e disse assim:

Neste mundo anda muito aldrabão por aí, Irene!

Tens razão, certos médicos andam a enganar pessoas porque de facto não as querem curar, querem apenas prolongar tratamentos que as fazem ficar cada vez mais ricas.

E certos remédios, tal como esse que tomaste Jonas, tem efeitos secundários tão ruins, e isso está escrito no folheto informativo que vem com a caixa que compras na farmácia, que vão desde a ideação suicida, as paranóias constantes que sofreste anos e anos a fio acreditando num burlão e num monstro que alguns entitulam de médico mas é apenas um carniceiro mental de pessoas.

Tudo isso faz-me pensar Jonas que por vezes o melhor é tomarmos conta por nós mesmos da nossa própria saúde, aconselhando-nos com melhores médicos na internet, médicos mesmo bem conceituados e referenciados, cuidando bem da nossa mente com exercícios físicos, leituras edificantes, companhias de facto boas que nos façam realmente progredir na Vida, ter uma ocupação útil para connosco mesmos e para com os outros, ter boa higiene e uma alimentação de facto saudáveis, e ah, no teu caso das vozes na cabeça, Ó Jonas, bastava tu teres dormido bem e tomado umas boas vitaminas tendo a mim como namorada que nada disso criaria o engano em que viveste por tantos e tantos anos…

Sim , assim o disse agora este médico suiço.

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