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O efeito eleitoral

Como a proximidade das urnas destrava o Congresso Nacional

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@donairene13 - Divulgação

Nada como uma eleição se aproximando e políticos precisando construir bases, palanques e alianças para fazerem as propostas andarem. Projetos que durante meses enfrentaram dificuldades ou ficaram parados, de repente, ganharam espaço na agenda do Congresso. Em ano eleitoral, cada apoio conta, e a necessidade de formar alianças costuma acelerar negociações que antes pareciam emperradas.

Após encontros com o presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nesta sexta-feira (14) que encaminhou para análise das comissões três das principais prioridades do governo federal na Casa. Entre elas estão a PEC que prevê o fim da escala 6 por 1, a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei que estabelece o marco legal dos minerais críticos e das terras raras.

É claro que ainda existe um longo caminho entre encaminhar uma proposta e vê-la aprovada. Mas o movimento mostra como o ambiente político muda quando as eleições se aproximam. Lula precisa do Congresso para avançar com pautas importantes, enquanto deputados e senadores também precisam construir alianças, apresentar resultados e fortalecer seus próprios projetos eleitorais. Quando os interesses se encontram, a política começa a andar com muito mais rapidez.

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