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Brasileirão - Série D

Gama atropela São José e sela retorno triunfal à Série C

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Autor/Imagem:
Eduardo Cesario-Martínez - Foto Divulgação

A Sociedade Esportiva do Gama escreveu mais uma página de ouro em sua rica história e lavou a alma de sua apaixonada torcida. Com uma atuação de gala no Estádio Bezerrão, o Alviverde não tomou conhecimento do São José e aplicou uma goleada maiúscula por 4 a 0. Mais do que a vitória elástica, o triunfo incontestável carimbou de forma magnífica o tão sonhado acesso do Verdão à Série C do Campeonato Brasileiro.

Desde o primeiro minuto de jogo, ficou evidente que a tarde pertenceria ao time da casa. Demonstrando uma intensidade avassaladora e um futebol envolvente, o Gama tomou as rédeas da partida e encurralou a equipe gaúcha em seu próprio campo de defesa. A primeira descida perigosa, com um lançamento de Willian Jr. para Michel, foi apenas o cartão de visitas de um time que estava faminto pela glória.

O caminho do triunfo começou a ser desenhado aos 10 minutos, em um lance de pura genialidade do camisa 10, Willian Jr. O craque dominou a bola pelo lado direito, carregou com categoria para o meio e, com rara felicidade, soltou uma verdadeira bomba de perna esquerda direto na gaveta. O golaço monumental incendiou as arquibancadas do Bezerrão e deu o tom do monólogo alviverde que estava por vir.

Sem dar tempo para o adversário respirar, o Periquito ampliou a contagem aos 18 minutos em uma jogada ensaiada com perfeição. O próprio Willian Jr. cobrou escanteio com precisão milimétrica na cabeça do zagueiro Darlan. O defensor subiu soberano e testou firme; o goleiro rival ainda tentou segurar, mas a bola morreu nos fundos da rede, consolidando a superioridade candanga que forçou o técnico Argel Fuchs a fazer uma substituição precoce.

O futebol tem seus momentos dramáticos, e a consagração do Gama também passou por uma pitada de sorte e competência psicológica. Aos 33 minutos, após análise do VAR, a arbitragem assinalou pênalti para o São José. O goleiro Fábio Rampi, exímio cobrador com histórico implacável, foi para a bola, mas a energia do Bezerrão jogou junto: a cobrança explodiu na trave direita, mantendo a meta do goleiro Renan Rinaldi completamente intacta.

Mesmo com a enorme vantagem, o ímpeto ofensivo do Verdão não diminuiu. Após ter um lindo gol de chapéu injustamente anulado por impedimento, Felipe Clemente teve sua recompensa nos acréscimos da primeira etapa. Após cruzamento de Ramon e defesa do goleiro no primeiro chute, o camisa 11 aproveitou o rebote com faro de artilheiro. Depois de longos e tensos três minutos de revisão do VAR, o gol foi validado, sacramentando o atropelo por 3 a 0 antes do intervalo.

No segundo tempo, com a classificação e o acesso virtualmente assegurados, o Gama controlou o ritmo do confronto com enorme maturidade tática. A equipe ditou a cadência do jogo, trocando passes com maestria e deixando o tempo correr sob os gritos de “olé” de sua torcida. As substituições promovidas pelo treinador mantiveram o elenco descansado e competitivo para os minutos finais.

A noite mágica ganhou contornos definitivos de festa aos 30 minutos da etapa final, coroando a estrela do banco de reservas. Em seu primeiro lance na partida, o atacante Henrique Almeida fez excelente jogada e rolou com açúcar para Kennedy Lucas preencher o espaço e ampliar a goleada para 4 a 0. Era o golpe de misericórdia que faltava para consagrar a festa do acesso.

Este triunfo esmagador carrega um simbolismo histórico gigantesco, que quebra um incômodo jejum e devolve o Distrito Federal ao mapa relevante do futebol nacional. A última vez que o Gama disputou a terceira divisão do futebol brasileiro havia sido no distante ano de 2010. Se expandirmos o olhar para todo o futebol candango, a última participação da região na Série C ocorreu em 2013, evidenciando o tamanho do feito alcançado pelo Alviverde.

Além do histórico passaporte carimbado para a Série C, a goleada maiúscula assegurou ao Gama a manutenção da melhor campanha geral de toda a Série D. Essa consistência impecável garante ao Verdão a enorme vantagem de decidir a partida de volta da semifinal dentro de seus domínios, sob o calor de sua torcida. O gigante candango voltou, e o Bezerrão está pronto para empurrar seu time rumo ao título nacional.

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