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Bloqueio atmosférico

Ânsias da umidade

Publicado

Autor/Imagem:
Luiz Martins da Silva - Texto e Foto

Entre o esfuziante azul e o que
Dele esperar e o quando e o que
Fazer enquanto não se
Desfaz “a grande área de
Bloqueio atmosférico” (do retorno da água…),

Prêmio amarelo,
Consolação floral,
Névoa dourada, lento cair.
Não escoa.
Silente, sobressai
Sobre o tapete de folhas secas no aguardo.
Fofo convite de sesta, travesseiro,
Aromático fartum, mas
Certeza assegurada de que
“Até sexta, nenhuma gota
É esperada”,
Sequer uma lágrima.

Convém, mesmo, ser cáustico.
Não alimentar em sonhos cenas de enxurradas,
Oxalá, peixes ressuscitados,
Acordando de um limbo mágico,
Desde um lânguido torpor,
Ainda trôpegos, desorientados.
Aos saltos, prateados.

Entre agosto e outubro,
Ao menos uma vez por mês,
Coriscos e trovões, anunciações.
Não folia, ainda. Comedidos,
Virão os sinais de boas novas, pois,
Há muito esquecidas,
Líquidas lembranças
De um líquido límpido, celestial,
A se exclamar pelo antigo nome: Chuva!

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