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Gama

Vigilante do Senado morre baleado por policiais à paisana

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Autor/Imagem:
Bartô Granja - Foto Divulgação

O vigilante William Cesar Pinto Júnior, de 48 anos, faleceu na manhã desta quarta-feira (19) após ser atingido por disparos de arma de fogo no Setor Oeste do Gama, no Distrito Federal. O trágico episódio ocorreu por volta das 5h50, no exato momento em que o profissional saía de sua residência com destino ao trabalho. Ele deixa para trás sua esposa e dois filhos.

De acordo com relatos de familiares da vítima, o trabalhador foi baleado pelas costas enquanto ainda estava dentro de seu próprio automóvel. A família contesta a abordagem inicial e afirma que os disparos foram efetuados por agentes da Polícia Civil que vestiam trajes civis (à paisana), os quais teriam se identificado como autoridades policiais somente após a consumação dos tiros.

William era funcionário contratado do Grupo Ágil, uma empresa terceirizada do ramo de segurança privada. Por meio desse vínculo empregatício, o vigilante estava designado para prestar serviços de proteção patrimonial diretamente na residência oficial do presidente do Senado Federal.

Em nota oficial, a Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que equipes do Departamento de Polícia Especializada (DPE) cumpriam um mandado de prisão na região administrativa do Gama quando houve a intervenção que resultou no óbito. No entanto, a corporação não prestou esclarecimentos públicos se o óbito ocorreu no local do fato ou se houve tempo para socorro hospitalar.

O caso foi oficialmente encaminhado para a Corregedoria-Geral da PCDF, órgão interno que ficará responsável por conduzir os inquéritos e apurar o comportamento técnico dos policiais envolvidos. Logo após a ocorrência, os agentes envolvidos compareceram espontaneamente à delegacia da respectiva área circunscricional para registrar o boletim e iniciar os trâmites legais.

Diante da repercussão do caso, tanto a administração do Senado Federal quanto a empresa Ágil emitiram notas públicas lamentando profundamente o falecimento do colaborador. A Presidência do Senado expressou formal solidariedade à família e cobrou de maneira incisiva que as autoridades competentes realizem uma investigação célere para o pleno esclarecimento dos fatos.

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