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Constelação

Estrela que Retorna

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

Você se esconde em sua distância,
como constelação que se abre no céu,
em ondas que não se desfazem,
mas retornam em curvas de eternidade.

O tempo não mastiga relógios,
ele borda auroras nas asas da borboleta,
e cada manhã de abril se torna jardim,
onde roseiras florescem em silêncio.

Alguns viajantes sonham nas nuvens,
com gestos dourados que se erguem,
enquanto o trem da esperança avança,
bufando melodias de reencontro.

O som das moedas esquecidas
se transforma em canto de estrelas,
não responde à sorte, mas ao coração,
onde tudo é sorriso e poesia.

A névoa azul não oculta,
ela acaricia corações adormecidos trazendo o frescor da manhã,
como sopro que desperta ternura.

Não há ladrões nem serpentes,
há apenas caminhos que se revelam,
flores vermelhas que protestam com vida,
contra o esquecimento, contra a ausência.

O rastro não é de mentiras,
mas de versos que se erguem,
afiando suas pétalas para o amor.
Você continua fugindo na marcha do sol,
eu continuo te buscando na dança da lua,
para que sejas minha estrela
de sonhos renascidos.

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