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Véu de sombra

Noites

Publicado

Autor/Imagem:
Luzia Couto - Foto Francisco Filipino

A noite pesava como véu de sombra,
um labirinto sem saída que negava ternura,
as horas eram desertos cinzentos,
a dor repetia que nada floresceria.
Encarei o abismo em busca de horizontes,
um eco de silêncio para acalmar tempestades,
mas uma centelha oculta ardia em mim,
minha mente era campo de batalhas invisíveis.

Não desejo o fim nem o vazio não renuncio às sendas que trilhei,
o que meu coração anseia é calor,
é romper as algemas da tristeza.
Hoje escolho passos que afastam sombras,
busco o contorno das minhas feridas,
para abraçá-las e transformá-las em cicatrizes de luz,
para escrever nestas madrugadas geladas.

Há claridade no caminho e paciência,
a arte de curar uma consciência cansada,
hoje meus refúgios se fecharam,
quando a esperança me resgatou.

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