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O efeito Cerimedo

Redes ficam menos tóxicas após prisão de estrategista

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@donairene13 - Divulgação

Quem usa as redes sociais diariamente para acompanhar e discutir política e eleições provavelmente percebeu uma mudança nos últimos dias. Depois da prisão do argentino Fernando Cerimedo, as redes parecem menos tóxicas, com menor presença de contas suspeitas, bots e perfis que atuam de forma coordenada para criar uma sensação artificial de apoio ou rejeição a determinados temas.

Cerimedo ficou conhecido no Brasil por sua atuação após as eleições de 2022, quando divulgou um relatório com alegações sem provas de fraude nas urnas brasileiras. Ele também passou a ser investigado por sua suposta participação na estratégia de desinformação relacionada à tentativa de golpe. Sua prisão, portanto, chama atenção não apenas pelo personagem envolvido, mas pelo papel atribuído às redes digitais na articulação e disseminação de narrativas políticas.

É cedo para afirmar que existe uma relação direta entre a prisão de Cerimedo e essa aparente redução da atividade artificial nas redes. Para isso, seriam necessários dados e uma análise mais aprofundada. Mas a coincidência é curiosa: justamente depois da prisão de alguém associado a estratégias de comunicação e desinformação digital, muita gente que acompanha política diariamente passou a perceber redes menos intoxicadas por bots, robôs e impulsionamentos artificiais. Vale observar se essa mudança será apenas momentânea ou se continuará nas próximas semanas.

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