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Brasileirão - Série D

Gama coroa ano de conquistas com o retorno garantido à Série C

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Autor/Imagem:
Eduardo Cesario-Martínez - Foto Divulgação

O Gama encerrou sua participação na Série D do Campeonato Brasileiro com a cabeça erguida e o sentimento de dever cumprido. Na tarde deste domingo (30), o alviverde empatou sem gols com o ASA no Estádio Bezerrão e se despediu da competição na fase semifinal. Apesar de não ter alcançado a grande finalíssima nacional, o Periquito celebra o seu principal objetivo traçado para a temporada: o cobiçado acesso à Série C, que recoloca o tradicional clube do Distrito Federal em um patamar mais alto do cenário do futebol brasileiro.

A partida de volta exigia uma nova remontada do time candango, que precisava reverter a derrota por 2 a 0 sofrida no primeiro confronto em Alagoas. Diante de sua torcida, o alviverde entrou em campo disposto a buscar o resultado improvável e pressionou o adversário desde os primeiros minutos. Faltou, porém, a mesma eficiência que havia sustentado a equipe nas grandes decisões anteriores, quando superou de forma brilhante os mata-matas contra o Porto Velho e o América-RN.

O início do jogo deu mostras de que o Gama lutaria até o fim, construindo jogadas perigosas que levantaram as arquibancadas do Bezerrão. Logo aos cinco minutos, após cruzamento de Willian Jr., Darlan desviou de cabeça e carimbou a trave, quase abrindo o placar na sobra com Renato. Pouco depois, Galhardo soltou uma bomba de fora da área que passou muito perto da meta alagoana, mantendo o sufoco do Periquito sobre a defesa do ASA.

A tarde, contudo, parecia desenhada para consagrar o goleiro adversário Rafael Mariano, que se transformou em uma verdadeira muralha. Aos 19 minutos, Kennedy recebeu livre e ficou cara a cara com o arqueiro, que operou uma defesa espetacular. Seis minutos mais tarde, o camisa 1 do ASA voltou a brilhar ao defender à queima-roupa uma finalização de primeira de Willian Jr., frustrando os planos de reação imediata do time da casa.

O confronto ganhou contornos dramáticos e muita temperatura ainda na etapa inicial, com discussões entre os atletas que chegaram até os bancos de reservas. O ASA chegou a balançar as redes aos 31 minutos com Gustavo Ramos, mas a arbitragem identificou uma falta na origem da jogada e anulou o gol após análise. Com isso, o primeiro tempo terminou empatado em 0 a 0, deixando o Gama com a dura missão de marcar duas vezes nos 45 minutos finais.

Na etapa complementar, o cansaço e a ansiedade começaram a pesar contra as decisões ofensivas do Periquito, que cedia espaços para os contra-ataques alagoanos. Henrique Almeida chegou a pedir pênalti após sofrer uma divisão na área, mas o árbitro mandou seguir. A última grande chance alviverde veio aos 41 minutos, quando Luan cabeceou firme de dentro da área e parou em outra intervenção milagrosa do inspirado Rafael Mariano.

Infelizmente, o relógio correu e a iminente eliminação acabou transformando o clima do espetáculo nos minutos finais da partida. Aos 44, Luan foi expulso e iniciou uma confusão generalizada que envolveu jogadores e comissões técnicas de ambos os lados, exigindo a intervenção da Polícia Militar no gramado. O descontrole prosseguiu até a entrada dos vestiários e resultou no cartão vermelho direto também para Daniel Guerreiro, aos 51 minutos.

Apesar das cenas lamentáveis que marcaram o encerramento do duelo, o torcedor gamense tem motivos de sobra para comemorar o balanço geral do ano de 2026. A eliminação na semifinal não apaga o brilho de uma campanha histórica e consistente na quarta divisão nacional. O legado deixado pelo elenco é a consolidação do projeto de reestruturação do clube, que agora se prepara para colher os frutos financeiros e esportivos de estar novamente na Série C.

Valeu, Gamão do Povão!

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