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2º turno

Quaest vê queda de braço Lula x Flávio

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Autor/Imagem:
Marta Nobre - Foto de Arquivo

A pouco mais de um mês das eleições, a disputa pelo Palácio do Planalto ganha contornos de uma verdadeira queda de braço. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) separados por apenas um ponto percentual em uma eventual disputa de segundo turno.

Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio alcança 41%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não pretender votar representam 13%. Outros 4% permanecem indecisos.

Mais do que a fotografia atual, porém, a comparação com a pesquisa anterior ajuda a revelar o movimento da corrida presidencial. Na rodada da Quaest divulgada em 14 de agosto, Lula tinha 43%, contra 40% de Flávio. Agora, o presidente oscilou um ponto para baixo e o senador avançou um ponto.

A diferença entre os dois, portanto, encolheu de três para apenas um ponto percentual. As oscilações, isoladamente, estão dentro da margem de erro, mas mostram que, numericamente, Flávio Bolsonaro recuperou terreno justamente quando a campanha entra em sua fase decisiva.

A briga pelo voto está, como se vê, pau a pau. O cenário de segundo turno também chama atenção porque Lula continua numericamente à frente dos demais adversários testados pela Quaest. Contra Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 42%, diante de 37% do governador de Goiás. Frente a Renan Santos (Missão), o placar é de 43% a 36%. Contra Augusto Cury (Avante), Lula aparece com 40%, ante 34%. Diante de Romeu Zema (Novo), registra 44%, contra 33%.

É contra Flávio Bolsonaro, portanto, que o presidente enfrenta seu cenário mais apertado. A distância de apenas um ponto transforma cada parcela ainda não consolidada do eleitorado em terreno de disputa e aumenta o peso da campanha de rua, dos debates, das redes sociais e da propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

No primeiro turno, contudo, Lula conserva uma vantagem mais confortável. Em um dos cenários estimulados apresentados pela Quaest, o petista aparece com 37%, Flávio Bolsonaro com 30% e Augusto Cury com 10%. Renan Santos soma 3%, enquanto Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Pablo Marçal aparecem com 1% cada.

Outro dado ajuda a explicar por que a eleição permanece aberta. Os dois principais concorrentes carregam índices elevados de rejeição. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55% dos entrevistados, enquanto Lula registra 53%. Ou seja, ao mesmo tempo em que concentram a preferência do eleitorado, os dois enfrentam forte resistência em parcelas expressivas da população.

A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. A Quaest ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.

Se os números atuais forem confirmados nas próximas rodadas, a eleição presidencial caminha para uma reta final sem espaço para favoritismo. Entre Lula e Flávio Bolsonaro, pelo menos por enquanto, a distância cabe dentro da margem de erro — e qualquer tropeço poderá valer o Palácio do Planalto.

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Marta Nobre é Editora Executiva de Notibras

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