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Elegância sob suspeita

Que tal trocar as notas por comprovante de Pix?

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@donairene13 - Divulgação

O ministro André Mendonça apresentou duas notas fiscais de uma alfaiataria de luxo, que somam R$ 26.430, numa tentativa de afastar a suspeita de que teria recebido ternos como presente de pessoas ligadas a Daniel Vorcaro. A intenção é demonstrar que as peças foram compradas por ele e não oferecidas por terceiros.

O problema é que nota fiscal, por si só, não comprova que o pagamento foi efetivamente realizado por quem aparece como comprador. A nota é um documento fiscal que registra uma operação comercial. Para demonstrar de forma mais clara quem realmente desembolsou o dinheiro, seria muito mais esclarecedor apresentar o comprovante do Pix, da transferência bancária, do cartão de crédito ou outro registro financeiro correspondente ao pagamento.

Portanto, se o objetivo é encerrar qualquer dúvida sobre quem pagou pelos ternos, apresentar apenas as notas fiscais parece insuficiente. Diante de uma suspeita justamente sobre a origem do dinheiro usado na compra, a questão principal não é saber se a alfaiataria emitiu a nota, mas identificar de onde saíram os R$ 26.430. Um comprovante bancário ajudaria a responder exatamente essa pergunta, mas, isso, Mendonça não apresentou.

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