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O renascimento da tela

59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

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Autor/Imagem:
Salete Sampaio - Foto Divulgação

Após enfrentar sérios atrasos no repasse de verbas e passar pelo risco real de um cancelamento inédito na sua história, a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro está confirmada e começa nesta sexta-feira [11 de setembro de 2026].

A abertura oficial acontece no tradicional Cine Brasília, um espaço histórico que volta a ser o coração do audiovisual brasileiro durante os próximos dias de celebração cultural.

A noite de abertura começará em grande estilo, às 19h30, com a exibição do aguardado longa-metragem “A pele morta”, uma das grandes apostas da temporada.

A obra é dirigida pelos irmãos brasilienses Bruno Fatumbi Torres e Denise Moraes, que carregam no sangue o legado do cinema local, sendo filhos do histórico cineasta Geraldo Moraes.

O enredo do filme promete emocionar o público ao acompanhar a jornada de descobertas e desafios vivida por um caminhoneiro uruguaio e um jovem indígena da etnia guarani-kaiowá.

Além da exibição do longa-metragem, a noite de gala será marcada por uma homenagem especialíssima à renomada atriz brasileira Julia Lemmertz.

A artista receberá o cobiçado Troféu Candango pelo Conjunto da Obra, um reconhecimento justo à sua vasta e marcante trajetória nos palcos e nas telas de cinema.

Para celebrar esse momento, o festival exibirá o clássico “Cor do seu destino”, filme de 1986 protagonizado por Julia Lemmertz e que foi recentemente restaurado.

A grande novidade desta edição é que o festival vai romper as barreiras do Plano Piloto e levar a sétima arte diretamente para as diversas regiões administrativas do DF.

Uma das principais atrações descentralizadas será no Complexo Cultural de Samambaia, que receberá o projeto Cine Céu, oferecendo exibições de filmes ao ar livre.

As cidades de Taguatinga e Planaltina também farão parte do circuito oficial, recebendo exibições diárias de curtas-metragens e filmes totalmente inéditos na região.

Em Ceilândia, o evento firmou uma parceria com o coletivo Jovem de Expressão para realizar oficinas de capacitação voltadas ao design de figurino e pós-produção de som.

O grande atrativo para a comunidade é que todas essas atividades de formação profissional, palestras e masterclasses serão oferecidas de maneira totalmente gratuita.

A tradicional Mostra Competitiva Nacional deste ano contará com uma seleção refinada de 7 longas-metragens e 12 curtas vindos de diferentes estados do país.

Os ingressos para as exibições da mostra principal no Cine Brasília serão vendidos pelos valores acessíveis de R$ 20 a inteira e R$ 10 o benefício da meia-entrada.

Para quem busca economia, o festival oferecerá reprises diárias com entrada totalmente gratuita na Sala 2 do Cine Cultura Liberty Mall, sempre no dia seguinte.

Como forma de valorizar os realizadores, cada obra selecionada para a Mostra Nacional receberá um cachê de R$ 30 mil para longas e R$ 10 mil para curtas.

Os filmes também disputam prêmios de parceiros, como R$ 15 mil do Canal Brasil para curtas e R$ 50 mil em mídia publicitária oferecidos pelo Canal Like.

A produção do Distrito Federal terá seu momento de gala na Mostra Brasília, onde curtas e longas locais vão disputar o prestigiado Troféu Câmara Legislativa.

Essa competição local promete ser uma das mais acirradas, já que distribuirá um total de R$ 298 mil em prêmios para os melhores profissionais do cinema brasiliense.

Programação completa

Sábado (12): debates, homenagens, estreias e sessões

  • 10h: O Festival segue na área de convivência do Cine Brasília, com o debate sobre o filme de abertura, “A pele morta”.
  • 11h: Início das sessões diárias da Mostra História(s) do Cinema Brasileiro com “Brasília segundo Feldman”.
  • 15h: A cineasta Tata Amaral, outorgada com o prêmio Leila Diniz, para mulheres que abriram caminhos dentro do cinema nacional, será a homenageada durante o filme “Pitico – Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) – Historiador da Província”, de Júlio Bressane.
  • 18h: Exibição inédita de três episódios do seriado pernambucano “Delegado“, dirigido por Marcelo Lordello e Leonardo Lacca, com produção de Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux.
  • 18h: Início das sessões diárias da Mostra Festival dos Festivais com o experimental “Proust Palimpsesto: Pastiches e Misturas”.
  • 20h: Kleber Mendonça Filho lança o livro “O Agente Secreto – Um Roteiro”.
  • 21h: Início das sessões diárias da Mostra Competitiva Nacional com a animação “Ana, en passant”.

Domingo (13): mostra infantojuvenil, reprises, lançamento de livros

  • Cine Brasília, Planaltina e Taguatinga: Início do Festivalzinho (mostra infantil, até dia 17)
  • 10h (Cine Cultura Liberty Mall, Sala 2): Início das reprises da Mostra Competitiva Nacional.
  • 14h (Cine Brasília): Coletiva de imprensa com a equipe da série “Delegado”.
  • 16h: Masterclass sobre cinema com a produtora Emilie Lesclaux de “Bacurau” e “O Agente Secreto”.
  • 18h (Cine Brasília): Entrega da Medalha Paulo Emílio Sales Gomes a Fernanda Coelho por sua contribuição à preservação da memória e ao pensamento e ao ensino do cinema no Brasil. Será homenegeada durante a exibição de materiais do “Arquivo Público do DF”.
  • 20h (Cine Brasília): Lançamento do livro “Conversas no Cinema”, de José Geraldo Couto.
  • Início da 6ª Conferência do Audiovisual Nacional, com o tema “Audiovisual brasileiro: uma agenda para o próximo ciclo”.
  • 14h (Auditório Cine Brasília): Encontro Setorial: “Festivais e Mostras de Cinema – Conversas sobre Preservação”
  • 18h (Cine Brasília): Início das sessões da Mostra Brasília com a animação “Hacker Leonilia”.
  • 19h45 (Planaltina e Taguatinga): Início das sessões da Mostra Brasília no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília.

Terça-feira (15): Pesquisa e Livro

  • 14h (Cine Brasília): Lançamento da primeira pesquisa-mapeamento sobre o cinema de mulheres indígenas no Brasil, intitulada “A câmera que vem da terra e aponta para o céu”.
  • 20h (Cine Brasília): Lançamento do livro “Conversas no Cinema”, de José Geraldo Couto;

Quarta-feira (16): Ambiente de mercado, Encontro setorial e livro

  • 09h às 12h: Rodadas de Negócio (Ambiente de Mercado) .
  • 14h (Cine Brasília): Encontro Setorial: “Caminhos para o Audiovisual no DF” .
  • 20h (Cine Brasília): Lançamento do livro “Rússia, Ucrânia e o Cinema em Tempos de Guerra”, de João Lanari Bo.

Quinta-feira (17):

  • 14h às 18h: Rodadas de Negócio (Ambiente de Mercado).
  • 15h (Online): Encontro Setorial: “Figurinistas em Debate – Trabalho, Criação e Audiovisual”.
  • 20h (Cine Brasília): Lançamento do livro “Blues Brothers: A Fuga de Joliet Jake”, de Felipe Sobreiro.
  • Encerramento: Último dia do Festivalzinho.
  • 15h (Online): Encontro Setorial: “BRADA – Diretoras de Arte do Brasil”.
  • 20h (Cine Brasília): Lançamento do livro Limite, o Poema em Filme, de Ciro Inácio Marcondes
  • EncerramentoÚltimo dia das sessões competitivas (Nacional e Brasília) no Cine Brasília.

Sábado (19): Encerramento, premiação e sessão final

  • 10h (Cine Cultura Liberty Mall): Última sessão de reprise da Mostra Nacional, entrada gratuita.
  • 14h: Debates sobre Curadoria e Crítica.
  • 17h às 20h (Cine Brasília): Cerimônia de Premiação, com Bárbara Colen e Simone Zucolotto21h (Cine Brasília): Sessão Especial de Encerramento com o filme “Verão da lata”, de Santiago Dellape.
  • “Ana, en passant”, de Fernanda Salgado (MG);
  • “Pequenas tragédias”, de Daniel Nolasco (GO);
  • “Tudo é tempo”, de Marcos Guttman (RJ);
  • “Todo o Sentimento”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio (BA);
  • “Privadas de suas vidas”, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner (SP);
  • “Se eu fosse vivo… vivia”, de André Novais Oliveira (MG);
  • “Sabes de mim”, Agora Esqueça, de Denise Vieira (DF).

Os curtas na mostra competitiva são:

  • “Mariposa”, de Alexandre Américo e Pedro Vitor (RN);
  • “Vejo você de repente”, de Aída da Costa (CE);
  • “Gastronomia do olho”, de Nicolau (DF);
  • “Fundura”, de Catapreta (MG);
  • “Cidão”, de Alessandra Gama (GO);
  • “Descarrilho”, de Aline Gutierrez (RS);
  • “Cana”, de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro (SP);
  • “Lagoa do Abandono”, de Diego Maia (CE);
  • “Futuro decadance”, de Leviathan (AL);
  • “Tiró e a onça”, de Wera Poty (SP);
  • “Poronga”, de Rafael Rogante (RO);
  • “Banho de Choque”, de Cíntia Lima (PE).
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