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Pirou geral

Birutas, canalhas e badernas

Publicado

Autor/Imagem:
Gilberto Motta - Texto e foto

Acordei no Dia da Pátria lembrando das aulas de geografia.

Memória vadia.

Para o canhoto, a esquerda dele é a direita. Já para o destro é o contrário.

Cuidado.

Prudência.

Tudo é relativo.

Não confunda espaços e dimensões.

Tudo é política.

A frente pode ser o lado e o lado pode ser atrás.

Abaixo ou acima.

Talvez o meio.

Receio.

Pensamentos ácidos, cortes rentes, reflexão fina.

Não podemos birutar opções.

Ordem no Planalto.

“Pela família, com fé, movimentos pelo arrepio e

pelo (pelo) arrepiado”.

Para onde se virar é lado, ou vice-versa.

É a hora dos ruminantes.

“Para frente e para o alto”, gritam os jovens no colégio de fardas.

“Pra frente Brasil!”, vibram os saudosistas lustrando as medalhas pregadas nos ternos e fardas de naftalina.

Então fica decidido: no dia 03 de outubro o bicho pegará.

“A Era Já era”, não voltará.

Referencial geográfico plugado, algoritmos e mega-manipulições com chips com GPS mentais.

Tudo controlado pelas redes sociais e a “grande imprensa”.

Deus-algoritmo e fake news.

Ninguém escapa da bagaça.

Tudo misturado agora, pois então: o lance é estabelecer o caos.

Tecnologia/teologia e esperteza é “cum nóis mesmo, chefia. Quem não gostar que vá pra pra Cuba ou se esconda na China”.

E da casa segura do presidiário condenado ele grita:

“A cizânia é nossa, Tálkêy? Eu quero o caos!”

Alguns ventos sopram entre os pontos cardeais:

Cuidado, capitão de risco,

Salve, Corisco!

A ordem é bacuralizar!

Genocidas babando

Sedentos de sangue…

Mais?

CHEGA!

Não passarão, mas não mesmo.

……………..

Gilberto Motta, da Guarda do Embaú-SC.

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